Por que você precisa de UX?


Quem trabalha com Design Centrado no Usuário talvez, neste momento, esteja pensando “Ainda estão falando disso?”. Mas o assunto ainda não é tão claro para a grande maioria.


Recebo, constantemente, em minha caixa de mensagens pessoas pedindo referência sobre cursos e até mesmo a pedindo a minha opinião sobre algum curso específico do tema. Comecei a perceber que mesmo já tendo publicado algumas vezes sobre o motivo de se pensar a experiência da concepção de produtos, serviços e sistemas baseado em pessoas, este assunto ainda é bem relevante para muita gente.


Com tantas metodologias como o Design Thinking e Service Design ganhando espaço e atenção das empresas e dos profissionais, cheguei à conclusão de que Usabilidade e Experiência do Usuário já são os “tiozões” quando se fala em UX.


Quer saber qual a minha versão sobre essa história?


Há 20 anos, o IHC (interação humano-computador ou homem-computador) já trabalhava fortemente para estabelecer parâmetros e definições que auxiliaram o mundo das tecnologias a pensar sistemas voltados às pessoas.


Mas acontece que nem só de sistemas vivem os homens. (Ainda bem!) Veio então, a Internet dizendo que a interação poderia ser em tempo real e que a plataforma de conversa não precisava ser somente um desktop, poderia ser um telefone, um objeto, um ambiente ou até mesmo uma roupa. Basta ser interativo e ter relevância na vida real.


De lá pra cá, disciplinas como Usabilidade, Arquitetura da Informação passaram a representar melhor o cenário humano-computador, saindo do foco de uso do indivíduo, para representar os grupos. Nesse mesmo tempo, já se começava a pensar no  comportamento de indivíduos representado por grupos, unindo a visão cognitiva e a visão de sistemas. Donald Norman, a minha maior expressão acadêmica sobre o tema, representa bem esse momento em que o Interaction Design ganha maior representatividade e a psicologia cognitiva, maior relevância.


As abordagens passam a ser mais qualitativas que quantitativas. Com o design contextual e do uso em relação ao ambiente, os aspectos culturais e sociais também passaram a impactar na decisão de concepção.


Acontece que, falar de concepção de produtos ou sistemas para pessoas passou da esfera do interesse dos técnicos, de quem executava na prática, para os interesses de quem estava do outro lado da cadeira: a diretoria.


Entra aí, a popularidade do Design Thinking - um pensamento estratégico que veio abordar um processo de concepção já adotado por especialistas em Usabilidade, Arquitetos da Informação e Designers de Interação, apoiado em processos de gestão e recursos humanos para apoiar as decisões da diretoria, que precisava também considerar a experiência dos usuários/consumidores como parâmetro não só para seus produtos e sistemas, mas também para sua cultura organizacional e o reflexo dela em seus serviços. Fechando, assim, uma cadeia de propósito que considera o Usuário com centro das decisões.


É preciso reforçar que o Design aqui que menciono é o estratégico e prático Centrado no Usuário. É o que eu e minha empresa reconhecemos como UX.


E por que você precisa de UX? Porque as pessoas que estamos chamando de usuários, são cada vez menos consumidores e cada vez mais produtores.  Ao usar, ou na pretensão de usar, estamos transformando a experiência e muitas vezes, nos apoderando dela.


O reflexo do apoderamento pelos usuários, com a internet e as mídias sociais fez com que a experiência de uso de qualquer coisa, de uma via pública a um sistema fechado, fossem impactados diretamente nas decisões e no lucro das empresas.


O “gostar” ou “não gostar “ de algo tomou proporções esféricas. A opinião que ficava antes fechada na sala de testes ou pesquisas, passa a influenciar imediatamente a vida das pessoas e, como consequência, a expectativa de vida/aceitação de um produto ou serviço já nos seus poucos meses de uso.


Respeitar então a opinião dos usuários como embasamento de concepção de produtos/sistemas, ou para a tomada de decisões passa a ganhar a atenção de todos.


Portanto, não importa de que lado da mesa você esteja: decidindo, criando ou usando, você precisa de UX.



O IntroDUX acontece no sábado, dia 14 maio. O projeto tem o objetivo de trazer, todo mês na DUX, os cursos, treinamentos e debates sobre UX para todos.


Queremos democratizar a disciplina, correlacionar diversas áreas de conhecimento e fazer isso mais vezes, de uma forma que todos possam participar. Sua opinião é super importante pra gente.


#UXparatodos
Inscreva-se!
Vagas limitadas.

Feliz dia do empreendedorismo, da generosidade, do amor e do trabalho colaborativo

Hoje é o Dia da mulher. E, no meu ponto de vista, não dá para fugir do tema empreendedorismo. Parece que as mulheres já nascem com uma dose extra de responsabilidade. Não sei se essa carga vem da educação que recebemos ou se está no gene. 

Já parou para observar as brincadeiras de criança? 
As meninas carregam pra lá e pra cá suas bonecas com todo o cuidado, como se fossem filhas. Enquanto isso, os meninos brincam de carrinho, jogam bola, correm e se divertem uns com os outros. 

Parece que somos educadas para ter a responsabilidade do lar. O lado bom disso, é que se tornar uma pessoa empreendedora fica mais fácil. Isso quer dizer, ter o controle emocional para segurar a onda quando o dinheiro falta, a facilidade de lidar com frustrações quando as coisas não saem como planejamos e ainda manter o otimismo. 
Afinal, essa facilidade de absorver o conhecimento e aceitar o novo parece que faz parte da nossa existência. 

Entrar para o time das 10.000 mulheres empreendedoras, em 2013, eleita pela FGV e Goldman Sachs, fez com que eu valorizasse ainda mais o potencial das mulheres no 
trabalho, reconhecendo as características singulares dessas "meninas", como carinhosamente chamamos umas às outras. 

O título foi uma grande motivação para que eu acreditasse mais ainda no negócio que quero construir com a DUX Coworkers e, especialmente, no poder de realização 
das mulheres e na capacidade de cuidar do outro e fazer crescer economicamente também as pessoas que estão a sua volta. 

Isso, não são só palavras, faz parte das pesquisas que acompanhei ao longo do contato com o programa FGV e Goldman com mulheres empreendedoras. E que reforçou a 
forma de trabalho que construí para a DUX e o nosso manifesto

Parte dessa energia e mérito, se deve a outras mulheres que dividem a rotina da empresa comigo como a Anna, Camila, Alessandra, Bianca, Graziella, Flávia, Andrea, Kátia, Poliana, Mariana entre outras que já se colocaram a disposição de trabalhar com a gente. Não pode ser mera coincidência que a maior parte dos cadastros para se tornarem coworkers DUX, sejam de mulheres :) Aqui, elas são mesmo muito bem-vindas!

Mas existe um aspecto deste Dia da Mulher que eu prefiro não celebrar. É o tema 'minoria'. 
Essa bandeira tem dois lados e é delicado falar disso, sem analisar a outra face. Sei que a maioria das empresas ainda são lideradas por homens, mas ainda sou dessas que acredita no mérito e também sei que mudar a história do mundo não é só com as vagas extra, mas é com postura e atitudes. É o dia a dia que faz a gente construir as oportunidades e mudar a história. 

O que eu penso é que, muitas vezes, ao carregar uma 'história' de exclusão social para o discurso, aos olhos dos líderes, pode deixar a mulher ainda mais frágil, ou, em situação desfavorável. As minorias são todos aqueles que historicamente foram boicotados de conquistar a sua liberdade e o seu espaço. Aqui, devo incluir além das mulheres, negros, pessoas com necessidades especiais, ou todos que sofrem com algum tipo de discriminação.

A questão é as iniciativas de inclusão destes grupos como exemplo das vagas exclusivas, refletem uma forma mais rápida de recompensar a exclusão social que vivemos ao longo dos anos, mas não exclui a nossa responsabilidade diária e nosso compromisso social de reverter essa triste condição histórica ou demográfica no dia a dia das nossas relações. Temos o papel de mudar essa história e escrevê-la de forma diferente. E quem está na liderança pode assumir uma postura de exemplo e começar uma mudança cultural.

Na prática, significa ensinar nossos filhos e pessoas que a gente trabalha e convive a não discriminar, a ter uma atitude mais colaborativa e fazer com que as pessoas a sua volta se sintam percebidas e integradas. Isso vale também para todos que prestam serviço para você. 

Falta mais gratidão, mais olho no olho, mais atenção, mais carinho e mais respeito. Tudo isso, parece hoje atitudes raras. Mas é a falta delas que faz o outro se sentir excluído. E, assim, nunca teremos vagas extras para comportar todos nós. 

Como mulher e como pessoa, a reflexão que desejo propagar agora e sempre é: "O que posso fazer para o mundo que vivo hoje?". Eu, pretendo fazer minha parte para que no 
futuro a humanidade não precise ter que falar sobre as minorias, porque todos, com suas singularidades, estarão integrados na mesma sociedade e história.

Feliz dia da generosidade, dia do amor, dia da compaixão, dia do trabalho colaborativo, dia do olhar carinhoso, dia de acreditar no futuro. Esse é o maior mérito de se 
celebrar o Dia das Mulheres. 

Para todos, com carinho.


Melina Alves

Você está preparado para usar seu carro como uma plataforma de interação?

                                 

A DUX Coworkers desenvolveu uma investigação a respeito do comportamento das pessoas sobre o uso do carro como uma plataforma interativaA oportunidade de conhecer mais esse device e como ele pode se reinventar na vida das pessoas, fez disparar um alarme em nossas mentes para as oportunidades e cuidados importantes para o contexto de uso do carro conectado.

Validamos a adesão das pessoas às diversas tecnologias e a empatia a partir dos conceitos de experiências de uso e interações propostas por uma empresa do mercado financeiro.


Para realizar os testes de conceito e criar um design de serviço eficiente para o protótipo da empresa, trouxemos a ideia dos cinemas para nosso laboratório de testes. Criamos uma experiência de imersão prototipada, aproximando do usuário o contexto de uso a partir de motion e sound design.


Encontramos soluções para que a empresa pudesse entender a relação das pessoas tendo o carro como plataforma de interação para usá-lo para interceptar diversas atividades com o carro conectado a serviços e tecnologias como "tags" do tipo usados em pedágios nas estradas, ou através do painel do carro para facilitar as compras em diversos modelos de estabelecimentos.


As soluções inovadoras de UX para desenvolver o trabalho proporcionou ao cliente tomar decisões estratégicas como hierarquizar seu investimento em tecnologia, ou mesmo, descobrir quais os parceiros ideais para realizar as propostas.


Ficamos felizes em constatar que os serviços e produtos estrategicamente desenhados pela DUX e seus coworkers, já estão na rua e, em breve, mais novidades farão parte da  vida de milhares de pessoas.


Se depender de nós, vamos acelerar para que as boas ideias logo se tornem realidade!

O ano já começou e mesmo na correria pra chegar ao topo, é importante fazer uma pausa na subida e observar a vista alcançada.

Para o Universo de UX, 2015 foi significativo. Percebi, pela primeira vez, uma grande abertura das empresas em reconhecer a importância de UX em seus processos de inovação, nas investigações e pesquisas; no planejamento, além da concepção de produtos e serviços com a entrega de prototipação e design. Neste contexto, a DUX se destaca por oferecer um trabalho verdadeiramente colaborativo. Nossa persistência e foco para sinalizar as faltas ou falhas antes de realizar de fato as implementações necessárias ajudaram pequenas e grandes marcas a se destacarem.


Nesse caminho por aprendizados agora dividimos com vocês os resultados como o sucesso das start-ups Clame e Stayfilm, e ainda, os projetos realizados em 2015 para grandes marcas como Natura, Sadia e Visa que compartilho com vocês.   


Investigação de Comportamento de Beleza e Cosméticos / Natura


Investigamos alguns grupos de comportamento de beleza e cosméticos conduzimos a um Teste de Conceito. O que nos surpreendeu foi fato de que as pessoas tem expectativas bem específicas da experiência de navegação de um site institucional, o universo de compras e de conteúdo pode fazer parte disso dependendo do seu tipo de produto ou da trajetória da marca em relação a abordagem com o consumidor. Aprender com os usuários a jornada ideal para um site de compras e institucional dentro do tema Beleza e Cosméticos foi a grande conquista deste serviço realizado para a DPZ&T.

Consultoria para evolução do produto, marca e concepção de layout com guia de estilo comprovam o potencial do negócio / Start up Clapme


Neste ano, A DUX realizou uma importante participação no desenvolvimento dos negócios de Start Ups no Brasil. Um dos trabalhos que dedicamos uma salva de palmas foi Projeto “Clap-me” que desde nossa primeira entrega em 2014, hoje tem orgulho em dizer que conseguiu receber os merecidos holofotes dos investidores. Ajudamos a conceber a marca e a evoluir o produto Clap-me: um palco virtual onde artistas se apresentam ao vivo para milhares de pessoas. Basta cadastrar sua banda, agendar seu show, interagir com seus fãs e receber muitos CLAPS.


Concepção, Prototipação e Desenvolvimento assertivo de Produto / Stayfilm


Em 2010 tivemos nosso envolvimento e hoje acompanhamos a evolução da Stayfilm que celebra mais de mil usuários/dia, com 40 mil filmes produzidos, expansão para Europa e EUA com investidores vindos de diversos países. A DUX teve a oportunidade de trabalhar de perto na consultoria de concepção do produto, seguido de wireframe e prototipação para que a energia investida no inicio deste projeto pudesse hoje celebrar esta conquista. Na onda do Do it Yourself, a plataforma oferece ferramentas de edição customizadas para você criar um filme com suas fotos e vídeos, incluindo trilha sonora, de maneira simples e fácil.


Arquitetura de Informação + Design Responsivo / Sadia


Para fortalecer o posicionamento de marca criado pela agencia LiveAD, desenvolvemos um site de produto com uma experiência de design responsivo. O projeto ainda tem muito a evoluir, mas além do trabalho com wireframe e arquitetura da informação, a DUX já ficou bem satisfeita com a lógica de indexação criada capaz de prever as diversas etapas de evolução que podem acontecer no futuro. Ou seja, a plataforma da Sadia está pronta para um crescimento saudável.


CRM + Estratégia de Interação com clientes / Vai de Visa


A Visa criou um canal de CRM. A DUX entendeu as ideias e informações captadas através do CRM e criou, em parceria com a Hyperativa, uma estratégia de interação refletida na sua plataforma, que será evoluída longo dos anos, com mais e mais informações e interações para evoluir o relacionamento com seus clientes, promovendo uma experiência cada vez mais ativa e excitante, repleta de benefícios, ofertas e promoções.


Além destes, tivemos em nossa empresa 10 ou mais projetos em 2015, nos setores de Pet, Financeiro, Jurídico, Cartões e Indústria. Cada um deles, nos trouxe um rico aprendizado. E por mais diferentes que possam ser os resultados e soluções aplicadas, o sucesso de um projeto depende sempre de uma boa parceria entre as equipes dos clientes e da DUX. É por isso que temos tanto a comemorar nesse ano de 2015. E para 2016, estamos ansiosos com os novos desafios a enfrentar e as novas conquistas. 


Que 2016 seja de muitas realizações.


Com carinho,

Melina Alves,  Fundadora e Diretora | Especialista em Design de Experiência e Interação

Workshop e palestra sobre User Experience em Maringá, no evento TICNova 2015


Quem estará em Maringá ou região Sul em agosto 2015, venha participar da TICnova, um dos maiores eventos de TI e Comunicação da região sul. 

Vou palestrar por lá e falar sobre como UX pode ajudar empresas locais a se tornarem globais. 

Sobre a palestra: A Internet trouxe para as marcas a oportunidade de conexão com mais pessoas. Mas também fez crescer a padronização das soluções e o uso indiscriminado de templates e CMSs. A palestra vai mostrar como, quando e quais aspectos devem ser considerados para explorar o potencial global de interação com seu produto ou serviço. A partir de estudos de casos de casos, vamos trazer para o palco inspirações e oportunidades para ajudar empresários, gestores, designers, estrategistas, desenvolvedores e start-ups a projetarem um produto global, se apropriando das características locais. 

"Estudar aspectos culturais, sociais e humanos do local na hora de desenhar a sua plataforma, podem influenciar desde o posicionamento de marca, até a escolha da melhor experiência interativa para quem quer conquistar mercados externos."

Também terá workshop de User Experience para quem quiser aperfeiçoar conhecimentos ou aprender ainda mais.

Espero vocês. 

Mais informações:
www.ticnova.com.br
www.facebook.com/ticnova

Abs!

Melina Alves é juri da mesa UX/UI do Behance Portfolio Reviews 6 em São Paulo.











No próximo dia 8 de novembro, estarei frente da mesa de UX|UI – User Experience, no Behance Portfolio Reviews, um evento internacional do Behance.

Será  como um "Behance da vida real", uma oportunidade de conhecer melhor os trabalhos e as pessoas de diversas as áreas do design e da comunicação, além de uma experiência próxima com os principais players do mercado para tirar dúvidas e ouvir o que esses profissionais podem dizer a respeito de tendências e do seu portfólio.

Como líder de mesa, temos um ‘appretiated’ prateado que usaremos para premiar algum integrante por um critério livre como melhor apresentação ou organização, por exemplo, e no final, os participantes que tiverem mais ‘appreciated’ por categoria ganham uma Behance Coin, que é a representação física de medalha do Behance.

Estou bem feliz  em poder participar de um evento como esse, que acontece em aproximadamente 80 países e debate temas atuais como é o caso do User Experience Design. Liderar um tema que há alguns anos eu não conseguia inserir como tag do Behance em meu próprio portfolio, significa, para mim, um amadurecimento do mercado de design e advertising em relação as práticas de User Experience e, mais que isso, um reconhecimento nacional e internacional do trabalho que venho desenvolvendo ao longo desses anos como profissional do mercado e junto a DUX Coworkers.

Espero vê-los por lá!

Você pode acompanhar as informações do evento pelo Facebook ou garantir sua inscrição aqui 

Behance Portfolio Reviews – 08/11 
Endereço: Rua França Pinto, 1369 – Vila Mariana – São Paulo
Horário: 14h às 20h





Entrevista com Melina Alves sobre carreira em User Experience

Blog de AI criou uma coluna para falar um pouco sobre como os principais profissionais de UX do Brasil construíram suas carreiras. E a minha entrevista você pode ler também abaixo:

A entrevistada dessa semana foi a Melina Alves.
Melina Alves_UX Specialist_DUX Coworking
Um dia, alguém me perguntou “Melina, porque as Redatores estão entrando no mundo da Arquitetura da Informação?” Eu respondi: porque contar histórias de um jeito que motive as pessoas a chegarem no final é um objetivo comum entre as áreas, e talvez o principal elo entre as duas profissões.

Como começou a trabalhar na área?

Comecei com Arquitetura da Informação antes de saber que fazia isso, em 2003, na Fábrica Comunicação Dirigida, uma agência de Marketing Direto e CRM. Na época, o email era o melhor meio de interação e com o sucesso do Orkut, cresceram as demandas para criar Rede Social para Intranet. O redator fazia as telas formatando o conteúdo em Briefing, organizando o fluxo de informação do trabalho visual, realizado pelo diretor de arte como dupla de criação. Não sabia que Design de Informações, era parte da Arquiteta da Informação.
Até que por volta de 2006, já na SunMRM, comecei a estudar e a entender de verdade esse universo via blogs, livros e em contato com alguns profissionais da área. Minha primeira Arquitetura em Wireframe foi feita no Word e Powerpoint: criei o site institucional da Bimbo, antes desta agência ter efetivamente um núcleo de AI.
Nessa época, as agências de Direct Marketing – atualmente a maioria delas são Digitais como posicionamento -, eram aquelas que melhor conversavam os temas de comportamento, porque traziam consigo a inteligência de CRM, e o discurso de comunicação 1 pra 1, resultando em vendas. E quem os Redatores, profissionais disputadissimos do Marketing Direto, eram os que mais colocavam em prática as interação, ou interlocução com os usuários, porque precisam envolver os usuários nas ideias, seja através de um design de interação impresso ou digital. Para esse mercado, não era valida a “grande sacada” , precisava pensar em call to actions, design de serviços e resultados.
Depois, me envolvi bastante com SEO e SEM, me formando como Google Adwords Advanced Professional.
Sou graduada em Propaganda, estudo sempre Filosofia e Pscicologia e me especializei em Arquitetura da Informação e Roteiro de Cinema Longa Metragem: participava de encontros de roteiristas, concursos de curtas e longas e animação tudo como parte do trabalho e da experimentação. No trabalho, utilizava esse conhecimento para entender de pessoas, ou melhor, personas para UX e, para escrever filmes institucionais. Eu fazia do roteiro à montagem, como para Redecard, FSBFoods e até criei um programa de auditório para endomarketing pautando o roteiro e a direção da Marina Person para um evento chamado Orbitall Kids.
Como Arquiteta, tive o privilégio de participar da criação de uma área Digital na Insula e trabalhar meu perfil empreendedora, junto com um time de profissionais excelentes. Lá, iniciei a área de “Arquitetura de Experiências”. Éramos uma equipe reduzida, com muita credibilidade e capacidade de realização. Todos executavam tarefas de maneira multidisciplinar, determinante para integrar UX nas demais áreas. Ainda participei da evolução do 1o App do Brasil, o Seu Auto – Bradesco, depois veio o 1o App com realidade aumentada, o Presença – Bradesco, depois veio a concorrência da TIM, e não parei mais. Foram anos motivadores que transformaram minha percepção de potencial de realização, porque coloquei em prática todas as áreas de conhecimento que havia sido limitadas há um critério de RH, até então. Graças ao meus chefes na época, Fabiano Coura, hoje VP de Estratégia da R/GA e Alfredo Reikdal, Gestor Geral da Razorfish e Digitas, que me disse “Melina, vai ganhar dinheiro, isso que você conhece ninguém do mercado faz”. Então trabalhei em mais algumas agências como iThink, AlmapBBDO, Razorfish e Digitas enquanto colocava em prática meu projeto de vida com foco em UX do jeito que acredito que tenha que ser. No final de 2010/2011, criei a DUX Coworkers : uma rede de “coworking services” de UX, onde profissionais multidisciplinares pesquisam, criam, testam e realizam produtos e serviços com foco em Design de Experiência e Interação, trabalhando de maneira colaborativa com times das Agências, Start-ups e Empresas.

Por que UX?

Porque UX não é para os acomodados. Quanto mais você realiza projetos mais o seu universo de possibilidades se multiplica. Pra mim, isso é fantástico!

Um conselho para quem está começando: 

Aprofunde a sua percepção de comportamento das pessoas e no pensamento estratégico, depois vá para o design. Isso não se aprende só nos livros, mas principalmente, quando você se desliga do celular, sai das bibliotecas e vai viver e entender a vida real. Na minha vida, isso foi determinante para saber conduzir uma conversa em qualquer situação. Não aprendi isso só no trabalho comum de UX, mas começando a trabalhar efetivamente.
Aos 10 anos, já ajudava a minha mãe como cabeleireira. No salão, aprendi a importancia das pessoas e do dinheiro. Ainda pude perceber que o cabeleireiro pode ter diversas habilidades de “UX” sem formação. Assim como nós, ele também precisa compreender as motivações das pessoas para ganhar a confiança, saber vender seu produto, e trabalhar o resultado que é o cabelo, do jeito mais próximo das pessoas, deixando bonito e usual possível, refletindo em seu conceito o propósito daquele produto para os clientes (ou consumidores): seja para melhorar aspectos ou para criar uma nova experiência.

Citação preferia de UX: 

Não é uma citação, mas uma imagem para refletir.
Na minha opinião o ponto de vista de Dan Saffer sobre UX Design é o mais condizente.
The Disciplines of User Experience - Dan Saffer
Esse infográfico reflete o ponto de vista de que o especialista em UX deve ser multidisciplinar, e isso não se aprende na Graduação ou em um curso de 3 dias. Para ser um especialista, você deve ter pelo menos 50% das habilidades integradas como potencial de realização de projetos com foco em UXD.

Livro favorito de UX:

Uma experiência exemplar:

Ter sido Eleita entre 10.000 mulheres empreendedoras do Brasil pela FGV e Goldman Sachs. Com isso, ganhei também a mais uma especialização, me formando em Administração Empreendedora na FGV, o que agregou mais conhecimento e experiência de vida em contato com as histórias e as dificuldades enfrentadas pelos empreendedores/as e start-ups do Brasil, melhorando a relação direta com meu jeito de pensar UX para os negócios, deixando ainda mais claro meu compromisso de trabalho: melhorar o comprometimento dos designers da DUX com serviços e produtos, auxiliando na percepção direta do impacto das suas decisões na vida pessoal, na vida dos consumidores e do mundo.

Onde seguir a Melina

Vai lá na #Cpbr7? A DUX Coworking vai palestrar no palco Michelangelo

Oi, pessoal, é com orgulho, e com o convite da Bianca, que vamos juntas falar sobre a influência a Arquitetura da Informação e User Experience, no design das coisas do dia a dia.  


Passa lá na Campus Party, no palco Michelangelo, que as 15h45 até as 17h dá pra ouvir a gente, e trocar ideias.

Vai ser muito legal te ver por lá. E, se por acaso não conseguiu garantir seu convite esse ano, fica de olho que iremos compartilhar nossa apresentação por aqui, ou em nossas redes sociais.

Aproveite, e divulgue para aquele seu amigo nerd que certamente vai estar por lá!! ;P

Um brinde!!

Retrospectiva do último dia de palestras no Interaction South América 2013 | Recife



No segundo dia de Palestras do Interaction South América 2013 #isa13 ou @ISAmerica2013, grandes nomes do Design de Interação ajudaram a encerrar a temporada no Brasil com chave de ouro. 

Algumas palestras foram mais técnicas, outras mais provocativas e todos com uma mensagem relevante. 

Catarina Motade Lisboa, despertou o conceito de inovação a partir da transformação em todos. Falou sobre o uso inteligente de materiais para proporcionar incentivar o "Designing for Hackability", onde a mensagem principal incentiva os designers à observarem tudo que está em volta como algo ainda não terminado. Todos os objetos tem capacidade de transformação e interação. A partir do conceito primário dos objetos, é possível transformá-lo em algo verdadeiramente novo e adaptável às necessidades das pessoas." Isso se aplica a produtos, serviços e até mesmo à metodologias.




Bill Buxton , Luciano Meira despertaram o lado emocional do Designer de Interação. Sarah Córdoba a apresentou o modelo de trabalho da Booreiland, algo que as agências sonham em construir, mas ainda não encontraram o caminho. 



Luciano, deixou a platéia em êxtase, no seu discurso provocativo, incentivando a aplicabilidade do Design de Interação como uma das principais soluções capazes de transformar forma como se interação entre a escola e os alunos, exibindo seu excelente trabalho de Jogos Educacionais, realizados em sua colaboração junto a OJE - Olimpíada de Jogos Digitais e Educação (OJE) -, um projeto de inovação baseado em tecnologias educacionais lúdicas.


Bill, encerrou o evento fazendo todos pensar sobre a responsabilidade criativa e estratégica do Designer de Interação. Nos despertando para uma 'pausa' para as relações humanas. 

Afinal, o sonho de todos é criar produtos de alto engajamento, aumentando o tempo de uso e interação.
Mas será que não estamos ao mesmo tempo incentivando as pessoas a serem menos humanas? Será que estudamos comportamentos humanos, para as pessoas serem menos humanas?



E comparando agora aos jogos no ensino fundamental, será que estamos incentivando a educação ou promovendo uma sociedade mais distante dos valores humanos, e cada vez mais competitiva?

Temas como este me fizeram pensar em tudo, reavaliar objetivos e observar mais o outro.

Ali mesmo, no cantinho do Palco, haviam pessoas que estavam assistindo à tudo, guiados pela tradução em Libras.



Como será que estes profissionais interpretaram os contextos das paletras, como eles se colocam ou percebem sua participação dos profissionais de Interaction Design? 

Resolvi então convidar a talentosa Arquiteta da Informação Beatriz Lonskis, também palestrante no Lighting Talks, para essa rápida entrevista:



- Como é o seu dia a dia trabalhando Design de Interação? Conte-nos rapidamente.
Atualmente, estou trabalhando na Arquitetura de Informação dos produtos do portal Terra, onde estou fazendo pesquisas com usuários. Os métodos vão variando conforme cada projeto que necessitar. Um dos projetos mais marcantes neste ano foram as pesquisas com usuários no metrô da Linha Amarela sobre consumo dos conteúdos nas telas.


- Você buscou o ISA13 por um tema específico, ou para atualização profissional?
Foi mais para atualização profissional. Também estava animada para apreciar palestras dos profissionais renomados, conhecer trabalhos e projetos dos colegas talentosos da área e rever amigos profissionais. Gostaria de aproveitar este espaço para parabenizar a todos envolvidos na organização desse evento fantástico, que deixou marca em todos nós.


- Muitos palestrantes brincaram com a interpretação em Libras, como sentiu-se nestes momentos?
Pelo tom dessas brincadeiras, achei divertido. Porque é natural a gente se surpreender com algo que ainda não consideramos familiar. Falando em surpreender-se, Jared Spool apareceu sinalizando “design thinking” na hora de tirar as fotos :D



- Bill Buxton falou que o uso do 'celular' no carro deve ser pensado na interação entre todo o ambiente interno e entre as pessoas que compartilham esse ambiente. O que me fez pensar na seguinte solução: comandos de voz, com reconhecimento de voz de comando. No caso de tornar comandos acessíveis para deficiência auditiva, como poderia ser?
Acredito que uma das tecnologias que poderiam ser mais aplicadas para esse contexto de interação entre ambientes e pessoas seriam sensor para reconhecimento dos gestos, telas touch screen e os visores que permitem visualização das pessoas enquanto houver conversação, tanto através de textos quanto de língua de sinais. Como exemplo, há 2 protótipos, que usam o Kinect, da Microsoft (quem diria :) )


Protótipo chinês com sensor Kinect para língua de sinais, de Microsft Research:


Protótipo da casa inteligente:



- Ao assistir as palestras, Lighting Talks ou Estudo de Caso do ISA13, você se recorda de casos e sucesso ou insucesso para acessibilidade?
Houve alguns casos de estudo que eu gostaria de assistir, mas coincidiu com o horário da minha palestra de Lightning Talks. 

Um estudo no qual eu estou interessada, trata a experiência do usuário como fator no desenvolvimento de produtos para cegos, de Edward Thieme e Régio Pierre da Silva.

Infelizmente, ainda se vê poucos estudos e projetos de acessibilidade em nossa área.
Em compensação, isso nos mostra que ainda há muita coisa que podemos fazer para ajudar esses usuários a atender as suas necessidades de alguma forma.

- Para quem não pode ir à sua Palestra com o título "Lendo emoções na pesquisa com usuários" o que você poderia complementar?
No #ISA13, tive oportunidade de falar sobre a importância de detectar algumas emoções nos usuários durante
pesquisa e/ou entrevista. 

Muitos de nós costumamos prestar atenção no que eles falam e fazem, mas frequentemente esquecemos que há outras emoções, presentes no rosto e corpo, que podem ser cruciais para feedback dos estudos. 

Apresentei uma introdução de estudo do psicólogo Paul Ekman sobre micro expressões. 
São pequenas expressões faciais, quase imperceptíveis, pois duram bem menos que um segundo. Para melhor reconhecimento, é só estudar e praticar como qualquer aquisição de uma habilidade inédita.

Ainda perguntei à Beatriz sobre os estudos abordados por Luciano Meira, do ponto de vista de Acessibilidade na Educação. A questão é que há poucos estudos ainda nesse contexto. E com isso, deixo aqui registrado seu pedido:

Beatriz Lonskis"Espero que todos nós, da área de design de interação, possamos descobrir alguma proposta construtiva e útil para evolução da educação em nosso país."


Termino esse post, agradecendo especialmente à Beatriz e à equipe do Interaction South América 2013 | Recife  e a todos os integrantes do IxDA Brasil por terem nos proporcionado novos encontros, grandes amizades e essa excelente oportunidade de partilhar opiniões e conhecimento. 

Esperamos estar juntos trabalhando com vocês novamente em 2014, na Argentina. 

www.facebook.com/DuxCoworking



Preparem-se.