É a vez do design invadir São Paulo



Quem nunca recebeu em seu email uma imagem vinda do http://www.redjellyfish.com/fun/street-art.html pode estar certo que não tem amigos. Sério. Depois de dominarem as ruas de NY, eles dominaram as caixas de entrada do mundo todo com sua arte de rua que ganhou proporções quilométricas. E por falar em arte quilométrica, a Prefeitura de São Paulo lançou o projeto “KM.M.MM - Viver Design em São Paulo” (Quilômetro, Metro e Milímetro: Viver design em São Paulo), que acontecerá no período de 3 a 9 de novembro. Parece que essa coisa de deixar tudo mais bonitinho e colorido não é frescura de diretor de arte. Esse projeto revela que o design resolveu deixar as galerias, livros e computadores para entrar na realidade do cidadãos. Uma prova de que vale a pena reavaliar o conceito de design interativo debatido pelos especialistas em usabilidade. E, se este conceito virou até projeto de prefeituras e secretarias, é porque realmente o desing é um importante centro da economia e, o design interativo, uma grande sacada de negócios. Tanto que, quem faz o KM.M.MM acontecer, são pessoas voluntáriadas.

Um personagem ainda estranho



O comportamento das pessoas é sempre determinado por seus impulsos inconscientes. Somos o que aprendemos. Somos totalmente dependentes de outras pessoas, da cultura que nos é ensinada desde quando viemos ao mundo. E de todas as pré-determinações da sociedade. Em AI, essa interferência do ambiente na formação da personalidade é determinante para segmentar personas, seus hábitos e prioridades, como no filme Meu tio da América, de Alain Resnais. O título relacionado ao roteiro, mostra um personagem não identificado nas métricas de Syd Field. Hollywood que me desculpe, mas a idéia do francês funcionou muito bem, quando na realidade o tio estranho não é a dificuldade das pessoas para entender o comportamento humano e suas razões, sendo este o único meio real de se fazer progressos. Seja qual for a área.

Tá aí a importância de avaliar também os mecanismos formadores das personalidades, usados em AI para definir necessidades e funcionalidades do consumidor/usuário. Outro ponto interessante também deste filme, é a cena em que os animais sofrem uma repressão e buscam imediatamente as saídas para aliviar suas frustrações, dores e raiva. Assim que é encontrada, automaticamente eles voltam à estabilidade mental, física e comportamental. Mas quando não se consegue identificar esta saída, os sentimentos são transformados em angústia e raiva, até em doenças psicosomáticas. Aplicando essa mesma filosofia em usabilidade, quando estamos diante de uma interface que não nos alivia, nem traz benefícios, transformamos esse sentimento em condenação da marca/produto. Em contraponto, quando a interface é incorporada à saída para os nossos problemas, à experiência positiva, automaticamente ligamos isso ao prazer, gerando boas repercussões para os negócios.

Uma discussão parecida com esta, mas envolvendo diferenças comportamentais em relação ao ambiente, foi tema do 2o EBAI trazida pelo português Paulo Jorge Sousa.