Links Patrocinados: do be-à- bá à experiência profissional


Ao concluir o Google Adwords Advanced, percebi que muita coisa podia ser melhorada em links patrocinados. E uma infinidade de possibilidades de anúncios, que vem com uma infinidade de dúvidas também.

Aqui, vou fazer um paralelo, só para as pessoas entenderem que, assim como toda empresa, o Google também tem seus interesses de captação e expansão de negócios. Mesmo com todo o processo de certificação, percebi algo ainda maior: o que funciona no dia a dia e o que são recomendações.

Como em tudo que você faz na vida é importante ver "os dois lados da moeda" e avaliar caso a caso, trabalhar links patrocinados não é diferente. Tudo depende das necessidades do cliente e do que foi elaborado como planejamento da campanha. E acho que é exatamente isso que o Google quis dizer e é exatamente isso que eles fazem como empresa. Acredito que não há mal nenhum nisso.

Por esse motivo, abro minhas experiências para tentar evoluir a percepção das pessoas em relação à links patrocinados, saindo um pouco da página de ajuda do Adwords.


O GOOGLE: Está na cartilha de "boas maneiras" do Google Adwords, a recomendação para que os especialistas em links patrocinados permitam o acesso das agências e dos seus clientes às suas contas para que todos possam perceber como está sendo feita a atualização.
O DIA A DIA: Na realidade, isso não é nada funcional. Imagine ter que explicar para cada cliente como funciona a ferramenta, entre outros detalhes de uma administração de conta... seria melhor pedir um FI a mais pelo curso. E se você não puder confiar no seu fornecedor, é melhor partir para outra. Afinal, colocou sua marca nas mãos dele.

O GOOGLE: Os relatórios, de acordo com a recomendação do Google, são preferencialmente enviados aos clientes através de links, gerados diretamente da MCC do Adwords: uma prova mais confiável dos resultados (menos fácil de alterar que um PPT).
O DIA A DIA: Se for levar em conta a argumentação da URL, isso qualquer programador poderia alterar. Aqui, também vale confiar no seu fornecedor. E muito mais que isso: qualquer planejador que se preze, não apresentaria um excel para contar o resultado da sua campanha aos seus clientes. Há um encantamento que faz parte do processo todo. E afinal, quem não gosta de ver o resultado da sua campanha, de forma clara, objetiva, colorida e fácil de entender?

O GOOGLE: É possível vincular seu link patrocinado ao Google Maps, à um segmento específico de vídeos no Youtube e em sites direcionados, como Last.FM, Blogs entre outros. Links patrocinados não são somente aqueles anúncios que percebemos no topo e no lado direito de quem faz a busca no Google.
O DIA A DIA: Aqueles mais acomodados, preferem não oferecer esses diferenciais para não ter mais trabalho ainda, já que o cliente está viciado em ver relatórios de cliques. Mas esse diferencial, pode ser cobrado junto às horas de trabalho. Para propôr tantas soluções, é necessário mais tempo gerenciando,mais tempo trabalhando e uma criação mais elaborada para os anúncios, que muitas vezes envolve adaptação de layout. E tudo isso tem o seu preço, claro.

O GOOGLE: Assim como o cliente é viciado em CPC, o Google é em CTR. E ele passa essa sensação aos seus clientes e especialistas. Para ter um bom CTR é preciso ter um bom histórico de conta, uma boa relevância dos anúncios para o usuário e dos anúncios em relação ao próprio site de destino; isso se intensifica quando anunciamos em redes de conteúdo. Agora, tudo isso junto e mais uns segredinhos "somam pontos" que ajudam seu anúncio a aparecer entre os primeiros colocados.
O DIA A DIA: Relevância é determinante na hora de planejar, mas pergunte-se sempre: "O que é mais importante nesse momento?" Numa ação relâmpago, numa sustentação de campanha, numa promoção, ou para um novo cliente e conta, o importante é que as pessoas conheçam o que você está oferecendo. E a relevância entra na forma de segmentar a campanha + escolha das keywords.

Mais alguma coisa? Espero que a experiência de cada um possa ajudar a contribuir.

AI: um novo profissional do Scrum.

Discutir metodologia de projetos não é só para Gerentes de Projetos. O Profissional de Arquitetura da Informação vem ganhando cada vez mais espaço dentro das empresas, portais e agências. No entanto, ainda há necessidade de alfabetizar a equipe de trabalho sobre o papel do Arquiteto da Informação dentro do processo.

É certo que, metodologias devem ser aplicadas de acordo com as necessidades de cada empresa X projeto, porém percebi, nos discursos do EBAI 2009, uma tendência à implementação de metodologias ágeis dentro de uma rotina de Arquitetura da Informação em quase todos os trabalhos que falavam sobre metodologias.

Vou usar a como referência a palestra da Globo.com, feita por Leandro Gejfinbein - atual Gerente de Arquitetura da Informação do portal. A meu ver, ele definiu muito bem os caminhos e responsabilidades de um AI. Tudo muito próximo do que já vem sendo adotado pelo Scrum, onde a principal semelhança trata-se da eliminação dos entregáveis (documentos protótipados) e apresentação dos primeiros layouts em tela como produto de User Experience. Acompanhe comigo:

Metodologia.
1o - Compartilhamento de responsabilidades.
2o - Comunicação e não documento.
3o - Orientado a entrega, não ao protótipo.

Papel de AI.
- Pensar o projeto como um todo, porém, fazer a entrega por etapas.

- Ideal para lidar com o sistema de informação - pensa de forma ampla, na experiência do usuário e não na gestão de projetos, apesar de ser importante ter uma boa noção para priorizar responsabilidades.

- Fazer uma matriz de funcionalidades de todo o portal e, se preciso for, montar o protótipo apenas para ser usado como suporte interno e documentação, sendo que este pode ter a menor fidelidade possível para agilizar as entregas.

- Dividir com o designer a responsabilidade sobre a experiência do usuário e sobre a navegação.

- Aumentar a responsabilidade do profissional de inteligência de dados e analista de sistemas dentro do projeto desde o início.

- Dominar todo contexto de informações daquele produto, zelando pela experiência, usabilidade e melhor buscabilidade, proporcionando um sistema de integração inteligente.

Quando Leandro levantou esses pontos (lembrando que essa foi a minha interpretação do que ele disse), o pessoal que trabalha com tecnologia ou empresa de software não concordou muito com a ideia. Afinal, é compreensível. Porém, os Arquitetos de Informação que trabalham com atualização de portais de conteúdo e agências de propaganda, se identificaram bastante com isso, já que muitos deles já haviam adotado essa postura junto à sua equipe e clientes.

Isso pode ser exemplificado também com a palestra de Felipe Memória - Diretor de DesignerDesign da agência HUGE. Ele comentou sobre essa mesma postura em sua experiência no exterior. Na HUGE, onde eles eliminaram do processo a “exigência do wireframe” como material de apresentação para os clientes. E, em uma conversa complementar no final da palestra, ele me explicou que, antes de começar o projeto, a prioridade passou a ser a apresentação de uma amostra real do design do projeto e não a produção da matriz de funcionalidades e do wireframe, que deveriam ser usados caso a caso. Nesse processo, o protótipo continuou a ser usado especialmente para testes ou suporte à equipe, porém, somente nos casos essenciais ou conforme pedido do cliente que era apresentado o protótipo em alta fidelidade.

Mais uma vez, isso prova a capacidade que um profissional de Arquitetura da Informação deve ter para pensar na experiência do usuário de forma ampla e sua responsabilidade com a consistência do sistema de informações. Como Andrew Hinton -
Diretor de Práticas Profissionais do IA Institute e Gil Barros apontaram: o bom senso muitas vezes supera qualquer metodologia. Com ele, acrescido de experiência profissional, é possível fazer um site bem sucedido, usando testes de usabilidade somente posterior a implementação de um projeto.






P.S.: desculpe, Gil, não encontrei seu site para "linkar".

Um desafio de UX: do início ao futuro das redes sociais.


Quem se lembra daqueles Cadernos de Perguntas que rodavam as 5as, 6as e 7as séries? Para quem não sabe o que é, a trata-se de um caderno brochura (mais barato) usado para fazer uma série de perguntas às pessas do colégio. Quem recebia o caderno podia deixar um recado, divulgar seu perfil, conhecer outras pessoas, dar opiniões e fazer amizades. Assim como são as redes sociais que usamos hoje.

Tudo estava tão claro e evidente que a única pergunta que eu não consigo responder agora é: POR QUE NÃO PENSEI NISSO ANTES? Acho que a pessoa que inventou o Orkut certamente tinha um Caderno de Perguntas. Não só quem inventou o Orkut, mas, será que a web como conhecemos hoje pode ter sido inspirada no Caderno de Perguntas?

Tá, agora vem o assunto sério, acompanhem comigo:

- O caderno tinha uma capa toda trabalhada com colagens de revistas e encapado com papel contact transparente, que hoje pode ser relacionado ao background adaptável exemplos do Gmail, site da MTV gringa , etc.

- As pessoas tinham que definir perfil, assim como nas redes sociais e blogs.

- As respostas no caderno podem ser entendidas como scraps.

- As pessoas favoritavam suas escolhas (o(a) menino(a) mais bonito da escola, o cantor preferido, música preferida, etc) e, o mais votado, era o assunto mais comentado no colégio.

- Quanto mais pessoas queriam responder seu caderno, mais ele era comentado e mais você aumentava seu capital social dentro da escola.

- Assim como o Twitter, havia limite de linhas para cada resposta.

- Ele era bloqueado pela professora durante as aulas, mesmo que ela pegasse para ler e se divertir com que estava acontecendo, assim como as empresas hoje bloqueiam as redes sociais, mesmo que algumas pessoas tenham acesso livre.

Viram só? Parece loucura, mas na verdade, o sentido dessa comparação é provar que a maioria das coisas que usamos e consumimos hoje são adaptações dos nossos desejos e relacionamentos do passado, especialmente quando o assunto é tecnologia, que demanda mais tempo entre as etapas de projeto até virar um produto. Afinal, o sentido que o ser humano busca em suas relações acaba sendo o mesmo, idependentemente de como isso é feito: web ou não. E esse é o princípo de UX.

Outra exemplo disso, é que as empresas testam os sonhos e intuitivo infantil para criar um novo "hit" de consumo. As ideias mais inovadoras e criativas, geralmente estão relacionadas com objetos antigos ou com os desejos e imaginações da infância. O mesmo pode ser dito em relação aos produtos que consumimos hoje. Certamente alguém analisou o que já era hábito e intuitivo da nossa geração (década de 70-90) e traduziu isso em produto. E o melhor: com teste com o usuário e projeto já amadurecido.

Certa vez, em uma palestra de UX com a Professora da FIT, Thaís Campas, ela nos passou o seguinte recado: fiquem atentos aos seriados de TV e filmes futuristas. Geralmente, eles usam esses programas para desenvolver nosso senso intuitivo para consumir futuros produtos que já estão sendo "lançados" no nosso imaginário de espectadores. Daí para um lançamento efetivo e aprovação desse produto pelos usuários é só questão de prazo de desenvolvimento, aceitação e implementação das tecnologias que irão fazer essa ideia ser viável.

É bom pensar no futuro, nos últimos lançamentos do Gizmodo mas sem perder a chance de traduzir as relações do passado para trazer a próxima ideia que vai superar todas as redes sociais. Quem será o primeiro? Fica lançado o desafio.

Redação Publicitária para web numa Internet e para todos.

Escrever para web não é só montar um blog, um site, um banner e direcionar o conteúdo para o público-alvo. Pensar em interações, em comunicação sem fronteiras e call to actions é definitivo para o sucesso do seu clique.
É preciso entender como funciona a rede, quem são as pessoas que estão por trás dos computadores e o momento que elas buscam a informação. Isso vai além da segmentação classe B, de 25 a 40, por exemplo. Uma internet para todos, inclui também aqueles que mais precisam dela.

• Pensando em acessibilidade.
O conteúdo publicitário na web tem papel social e inclusivo para pessoas com deficiência que usam a Internet como meio principal de informação. Segundo o IBGE, são 24,6 milhões de pessoas com algum tipo de incapacidade ou deficiência (agora mais, já que a pesquisa que encontrei é de 2005). Parte destas pessoas, são deficientes visuais ou com dificuldade motora para usar o mouse e, por isso, ambos navegam por links usando leitores de tela. Dessa forma, o “clique aqui” aparece apenas como identificação de link, mas não facilita a entrega da mensagem.

• Repense seus “call to actions”.
Se acessibilidade na web não comove você, tenho mais um motivo para evitar o “clique aqui”. Quando não tiver mais o que falar, ainda assim você pode repensar seu call to action de uma forma mais criativa. A dica é substituir o “clique aqui” (que não é acessível) por um comando direto, referente ao assunto ou ao benefício prestado. Exemplos: se você sugeriu uma compra, que tal usar “Encher seu carrinho”? Se você sugeriu um vídeo, que tal usar “Começar a sessão”?


• Escrever fácil não é só para classe C/D.

A linguagem deve se adaptar ao meio. Em frente ao computador, as pessoas estão conectadas à informação a todo o momento. Um texto difícil pode ser substituído rapidamente pelo cafezinho ou pelo “blog do Fulano”: aquele que fala tudo que você quer dizer e ainda tem comentários. Afinal, a hora do trabalho também é o momento de maior procura pela informação. Não importa a classe social ou a formação do usuário, todos estão em busca de conteúdo fácil de ser assimilado, por mais comprido que seja o texto. Por isso, dê preferência aos textos ritmados, parágrafos curtos e didáticos.

• Quem aqui fala “lhe oferecer” ou “convidá-lo”?
Por mais que esteja correto, o texto na propaganda sempre refletiu o modo como as pessoas falam e pensam (não sei o que vem primeiro, o ovo ou a galinha?). Na internet, isso é ainda mais decisivo. O importante é ter identificação rápida e melhor transmissão da mensagem. Mesmo sendo uma linguagem escrita e, por isso, formal, existem maneiras mais prazerosas de convidar alguém para ler o conteúdo e fortalecer o relacionamento. Escreva como em uma boa conversa e evite esses pronomes oblíquos cafonas. Todo mundo gosta de ser chamado de você, não? Use o “você” à favor do relacionamento.

• Política do desapego.
Os Redatores Publicitários também tem certa liberdade poética. Assim como os compositores, ambos entendem a maneira ideal de falar com o povo, levando emoção na mensagem transmitida. A equipe de Revisores das agências sabe disso, aprovam e são a garantia de que a mensagem não será transmitida com erros gramaticais. Por isso, com experiência, eles sabem identificar o ponto ideal na hora de corrigir um texto, sem tirar a essência criativa. E para aprovar uma campanha, é preciso ter o mesmo cuidado.

• Especial e-mails.

E-mail não é anúncio nem mala-direta. Ele precisa de um from identificado (nome da empresa ou do contato já conhecido pelo destinatário) e de um subject que chame a atenção na caixa de mensagens. Para isso, pense neles com o mesmo cuidado de um título, mas com limite de 50 caracteres. A mensagem deve ser curiosa, divertida ou, em caso de promoção, direta ao benefício. No texto interno, o header e título são as principais identificações com o hotsite onde o conteúdo vai ser direcionado. Para não parecer um spam, eles precisam falar a mesma linguagem (vale para o layout também), identificar a marca/produto , o benefício ofertado o call to action. Esclareça o conteúdo em parágrafos curtos ou, para textos longos, em blocos organizados e bem diagramados.

Não é porque usa a internet que gosta de high-tech

Muita gente ainda acha que o perfil de quem fica horas na internet e gosta de tecnologia é aquela pessoa que adora um design high tech, cheio de raios e fios simulando luzes em fibra ótica. Até existe quem goste, mas temos que ter cuidado ao generalizar. Vale fazer uma pesquisa de personas para saber quais revistas, sites e comunidades que esse grupo de pessoas prefere quando chegar um briefing na sua mão dizendo: comunicar com pessoas apaixonadas por tecnologia, que usam a internet para conversar, baixar músicas e trabralhar, tudo ao mesmo tempo.

Afinal, existe uma diferença enorme entre aquele usa PC e Corel Drawn comparando com quem prefere Mac e InDesign. Ou entre aquele que cresceu ouvindo Nirvana e Pearl Jam e aquele que na mesma época curtia Angra e Metálica. A diferença de estilos sempre existe, por mais que todos dizem "eu gosto de rock".

Com o layout é a mesma coisa. E para sair da mesmice quando o assunto for tecnologia, vale a pena testar referências mais humanas. Como mostra a Smashing Magazine em uma matéria antiga sobre design feito a mão para web. Ou como feito neste post, usando os exemplos do filme Juno e 3D Toon on Paper.

O que é humano, pode envolver ainda mais tecnologia para fazer. Prova disso, é esse vídeo aqui:

Hi from Multitouch Barcelona on Vimeo.

Marketing direto: o primo mais próximo do digital

Antes de ser um parente bem próximo do Digital, o marketing direto sempre foi visto como o primo pobre das agências de Advertising. O que mudou nesse relacionamento?

O marketing direto sempre teve suas raízes ligadas à aproximação da marca/produto junto ao seu público-alvo. Usando cross- selling, banco de dados atualizado e uma boa estratégia de segmentação, as agências de Direct foram ganhando mercado e a confiança dos clientes que poderiam mensurar resultados, sem investir tão pesado em comparação às agências de Advertising.

Isso não parece discurso de agência de internet?

É isso mesmo. A internet começou como mais um tipo de mídia, uma forma complementar da estratégia de comunicação como um panfleto ou outdoor. Atualmente, se inspira na experiência do usuário para criar um ambiente próximo da realidade de cada grupo. Malas diretas, desde sempre, são criadas pensando no público-alvo, ou usuário, para as agências de internet.

Já que as duas amigas estão falando a mesma língua, é possível entender porque as agências de marketing direto estão se tornando cada vez mais digitais. E como todo mundo precisa de know how em técnicas de aproximação, até o “primo rico”, as agências de Advertising, andam convidando as agências de marketing direto para tomar um café, apesar de que ainda são categorizadas como BTL (below the line, abaixo da linha). Simpático o apelido, não?

Acontece que, entre amigos, a troca de experiência é muito melhor.

O marketing direto já conhece bem o lado do consumidor vs. vendas:

* Sabe técnicas de conversar com ele, parecendo o seu melhor amigo (marketing de relacionamento);
* Tem foco em vendas e no modelo de negócio do cliente;
* Sabe como abrir um canal de comunicação (call to action) e gerenciar as respostas (CRM).

E agências (ou equipes) de internet conhecem tecnologias e gerenciamento de tarefas:

* Sabem organizar trabalhos e equipes;
* Conhecem os prazos e a mecânica de desenvolvimento e de manutenção da comunicação via web;
* Sabem como funciona o ambiente digital;
* Têm mais jogo de cintura para desvendar os truques e tecnologias possíveis para sair na frente.

Os dois parentes estão cada vez mais próximos. Mas como em toda família, mesmo com afinidades ou morando na mesma casa, às vezes um não conversa muito com o outro. Aí a amizade esfria. Aí, a troca não vira uma grande experiência. Aí, daqui há alguns anos, inventam um apelido para você, colocando a categoria toda abaixo da linha.

É a hora e a vez da integração. E essa é a perspectiva pelo menos para os próximos 10 anos.

SEO pode começar na Criação?


Conceito criativo pode ser a chave para definir suas “keywords”.

Já foi tema do EBAI 2008 – Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação: “onde os Arquitetos devem se enquadrar: em Planejamento ou na Criação?”. A reposta se transformou em pesquisa de opinião de agencias de internet. E, pelo que me lembro, a maioria escolheu “na Criação”. Será porque é cool ser da Criação? É a vez da convergência da web ultrapassar a barreira das divisórias e biombos.

E a criatividade, onde entra nisso? A resposta é: em todas as etapas. Todos devem ter capacidade criativa. Até na hora de repensar as metodologias de trabalho e gerenciamento.

Nesse cenário, a equipe de SEO pode trabalhar ao lado da Criação, para que, junto aos Redatores, os dois profissionais possam definir títulos e descrições atrativas e adequadas aos padrões de busca. Ainda é possível aproveitar a inspiração do conceito criativo para definir as “keywords” de conteúdo ou de mesma ordem semântica. Dessa forma, fica até mais fácil gerenciar os padrões W3C e auxiliar o programador sobre o melhor uso das tags title, dfn, strong, entre outras que auxiliam o destaque na busca.

Em tempos de mobilidade, é bom sempre repensar as estruturas fixas.

Qualquer semelhança entre Personas e Personagens não é mera coincidência



Cada vez mais, as pessoas estão se profissionalizando em um pouco de tudo para se especializarem em uma só área, mas com visão geral, crítica e comparativa do negócio. Ao somar pontos essenciais que aprendi como roteirista e arquiteta da informação, fiz a seguinte associação de profissões:

1. O principal do trabalho de um roteirista é achar um personagem principal para começar a decupar todo o enredo. E o principal para um arquiteto começar seu protótipo, é definir bem suas personas.
2. O personagem de roteiro tem um comportamento específico e um modelo mental que vai guiar sua decisão no momento de escrever um determinado Plot Point ou cena. E como arquiteto, cada grupo de personas se comporta de maneira diferente em determinada situação, direcionando as funcionalidades aplicadas na interface.
3. Se o roteirista não entender bem o modelo mental dos seus personagens, a história perde atração. Se o arquiteto perder o foco das suas personas, o site perde a consistência e usabilidade.
4. Um roteirista monta cena por cena e não pode perder a ligação do enredo, mesmo que a história não seja linear. O arquiteto, constrói frame a frame e, mesmo que não seja uma navegação linear, todos os links tem que fazer sentido entre as áreas conectadas.
5. O roteirista, antes de começar a escrever, precisa saber como vai ser o começo, o meio e o fim da história, se não quiser perder tempo. O arquiteto, se não quiser perder seu trabalho ou seu cliente, tem que saber como vão ser arquivadas ou processadas as informações para guardar ou devolver os dados gerados e usar adequadamente o banco de dados para melhorar os negócios.
6. O roteirista define como vai ser o filme com uma história que fica para sempre marcada na mente das pessoas, sejam boas ou ruins. O arquiteto da informação define como vai ser o site/interface e, se fizer bem feito, vai gerar fidelidade à marca ou produto vendido e pode ser "assistido" mais uma vez.

É simples assim, só precisa achar o ponto principal de tudo isso: as pessoas.

PSST: cinema em grupo.

Muita gente já deve ter ouvido falar do PSST. Mas o que me chamou atenção é a idéia de ser um festival de cinema colaborativo, onde pessoas de diferentes especialidades criam curtas. Este ano, serão produzidos 17 filmes feitos por 51 grupos formados por designers, diretores, animadores e compositores. Seis desses filmes já estão disponíveis no site do PSST.

Práticas e consequências para um SEO


O Wikipédia tem uma definição muito esclarecedora sobre SEO. Copiei aqui a parte mais interessante: "Muitas empresas tentam otimizar seus sites para um grande número de palavras-chave altamente específicas que indicam a disponibilidade para venda. Otimizações deste tipo, tendo em vista um amplo espectro de termos de busca, pode impedir a venda de produtos por gerar um grande volume de requisições com baixa-qualidade, com um custo financeiro alto, resultando em pequeno volume de vendas. Focalizar a qualidade do tráfego gera melhor qualidade nas vendas, permitindo que sua equipe de vendas feche negócios mais rentáveis. A otimização para sistemas de busca pode ser muito eficiente quando usada como parte de uma estratégia de Marketing". Parabéns à quem contribuiu para este conteúdo. Outro detalhe que gostaria de comentar é que, muitas vezes, quando é desenvolvido um novo posicionamento para um site ou mesmo quando de um site está mal direcionado nas buscas, a solução não é vender commodity e sim o posicionamento do portal para não gerar inconsistência de marca e de navegação a longo prazo. Por exemplo: tenho um site que oferece diversos cursos em cidades distintas e ao procurar pelo curso, acesso sua página mas, quando eu menos espero, me matriculei em uma cidade que não gostaria. Isso acontece porque não tive acesso ao caminho que direcionava para a região do curso. Outro exemplo: em relação à um site que me oferece algum produto diferenciado que está alí por tempo determinado e o cliente vê uma excelente oportunidade de gerar acesso nessa área, fazendo SEO. E vai funcionar, claro, mas devo chamar a atenção ao seguinte detalhe: os usuários podem relacionar o posicionamento do site com o produto oferecido e, depois de 1 semana que o produto não estiver mais alí, o que eu gerei foi uma confusão de posicionamento de marca para quem "caiu" naquela página. Muitas vezes, consertar tudo isso pode ser muito mais oneroso e complicado que um SEO. Ah, e lembre-se de sugerir palavras que estejam escritas no site, certo?

Estratégia X Experiência


Cada vez mais vejo sites maravilhosos, com uma animação espetacular, mas que, infelizmente, não garantem dinheiro no bolso do cliente ou o ROI esperado. Mais do que ter uma equipe de criação perfeita, é preciso fazer pesquisas, falar com pessoas e pensar não só em agradar o cliente e os criativos, mas também é bom em entender o que realmente as pessoas querem ver neste site: design funcional ou design pelo design? Lembre-se que os brasileiros são um dos povos que mais consomem redes sociais e que mais tempo ficam na internet. Alguma vantagem isso tem que ter. Enquanto você ainda não convence o cliente de pagar uma boa pesquisa, tente convencê-lo a dar mais prazo para você mesmo pesquisar: Orkut, Facebook, Twitter e seus amigos também servem pra isso. Assim, não só as agências concorrentes vão ficar com a maior inveja em relação ao seu projeto, mas o sucesso vai ser ainda maior com quem realmente interessa. Além do escopo acima, aqui você pode ler mais 6 dicas sobre como conciliar uma boa experiência às estratégias.

copy+paste+motion+game

Em advertising, nunca usaram tanto colagens ao estilo scrapbook como atualmente. É a verdadeira moda dos diretores de artes descolados. Isso porque representa uma arte interativa e humana com um toque de proximidade e realidade. Nada mais compatível com a situação interativa atual. Acho justo e tá valendo. Mas agora, o que me pareceu novo, foi esse vídeo animado que um estudante de multimídia do Collège Ahuntsic fez: um cenário "real", com colagens onde o Mega Man interage com clips, pen-drive, sofás. Perfeito para começar uma nova moda: a do scrapbook game.