Não é porque usa a internet que gosta de high-tech

Muita gente ainda acha que o perfil de quem fica horas na internet e gosta de tecnologia é aquela pessoa que adora um design high tech, cheio de raios e fios simulando luzes em fibra ótica. Até existe quem goste, mas temos que ter cuidado ao generalizar. Vale fazer uma pesquisa de personas para saber quais revistas, sites e comunidades que esse grupo de pessoas prefere quando chegar um briefing na sua mão dizendo: comunicar com pessoas apaixonadas por tecnologia, que usam a internet para conversar, baixar músicas e trabralhar, tudo ao mesmo tempo.

Afinal, existe uma diferença enorme entre aquele usa PC e Corel Drawn comparando com quem prefere Mac e InDesign. Ou entre aquele que cresceu ouvindo Nirvana e Pearl Jam e aquele que na mesma época curtia Angra e Metálica. A diferença de estilos sempre existe, por mais que todos dizem "eu gosto de rock".

Com o layout é a mesma coisa. E para sair da mesmice quando o assunto for tecnologia, vale a pena testar referências mais humanas. Como mostra a Smashing Magazine em uma matéria antiga sobre design feito a mão para web. Ou como feito neste post, usando os exemplos do filme Juno e 3D Toon on Paper.

O que é humano, pode envolver ainda mais tecnologia para fazer. Prova disso, é esse vídeo aqui:

Hi from Multitouch Barcelona on Vimeo.

Marketing direto: o primo mais próximo do digital

Antes de ser um parente bem próximo do Digital, o marketing direto sempre foi visto como o primo pobre das agências de Advertising. O que mudou nesse relacionamento?

O marketing direto sempre teve suas raízes ligadas à aproximação da marca/produto junto ao seu público-alvo. Usando cross- selling, banco de dados atualizado e uma boa estratégia de segmentação, as agências de Direct foram ganhando mercado e a confiança dos clientes que poderiam mensurar resultados, sem investir tão pesado em comparação às agências de Advertising.

Isso não parece discurso de agência de internet?

É isso mesmo. A internet começou como mais um tipo de mídia, uma forma complementar da estratégia de comunicação como um panfleto ou outdoor. Atualmente, se inspira na experiência do usuário para criar um ambiente próximo da realidade de cada grupo. Malas diretas, desde sempre, são criadas pensando no público-alvo, ou usuário, para as agências de internet.

Já que as duas amigas estão falando a mesma língua, é possível entender porque as agências de marketing direto estão se tornando cada vez mais digitais. E como todo mundo precisa de know how em técnicas de aproximação, até o “primo rico”, as agências de Advertising, andam convidando as agências de marketing direto para tomar um café, apesar de que ainda são categorizadas como BTL (below the line, abaixo da linha). Simpático o apelido, não?

Acontece que, entre amigos, a troca de experiência é muito melhor.

O marketing direto já conhece bem o lado do consumidor vs. vendas:

* Sabe técnicas de conversar com ele, parecendo o seu melhor amigo (marketing de relacionamento);
* Tem foco em vendas e no modelo de negócio do cliente;
* Sabe como abrir um canal de comunicação (call to action) e gerenciar as respostas (CRM).

E agências (ou equipes) de internet conhecem tecnologias e gerenciamento de tarefas:

* Sabem organizar trabalhos e equipes;
* Conhecem os prazos e a mecânica de desenvolvimento e de manutenção da comunicação via web;
* Sabem como funciona o ambiente digital;
* Têm mais jogo de cintura para desvendar os truques e tecnologias possíveis para sair na frente.

Os dois parentes estão cada vez mais próximos. Mas como em toda família, mesmo com afinidades ou morando na mesma casa, às vezes um não conversa muito com o outro. Aí a amizade esfria. Aí, a troca não vira uma grande experiência. Aí, daqui há alguns anos, inventam um apelido para você, colocando a categoria toda abaixo da linha.

É a hora e a vez da integração. E essa é a perspectiva pelo menos para os próximos 10 anos.

SEO pode começar na Criação?


Conceito criativo pode ser a chave para definir suas “keywords”.

Já foi tema do EBAI 2008 – Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação: “onde os Arquitetos devem se enquadrar: em Planejamento ou na Criação?”. A reposta se transformou em pesquisa de opinião de agencias de internet. E, pelo que me lembro, a maioria escolheu “na Criação”. Será porque é cool ser da Criação? É a vez da convergência da web ultrapassar a barreira das divisórias e biombos.

E a criatividade, onde entra nisso? A resposta é: em todas as etapas. Todos devem ter capacidade criativa. Até na hora de repensar as metodologias de trabalho e gerenciamento.

Nesse cenário, a equipe de SEO pode trabalhar ao lado da Criação, para que, junto aos Redatores, os dois profissionais possam definir títulos e descrições atrativas e adequadas aos padrões de busca. Ainda é possível aproveitar a inspiração do conceito criativo para definir as “keywords” de conteúdo ou de mesma ordem semântica. Dessa forma, fica até mais fácil gerenciar os padrões W3C e auxiliar o programador sobre o melhor uso das tags title, dfn, strong, entre outras que auxiliam o destaque na busca.

Em tempos de mobilidade, é bom sempre repensar as estruturas fixas.