Redação Publicitária para web numa Internet e para todos.

Escrever para web não é só montar um blog, um site, um banner e direcionar o conteúdo para o público-alvo. Pensar em interações, em comunicação sem fronteiras e call to actions é definitivo para o sucesso do seu clique.
É preciso entender como funciona a rede, quem são as pessoas que estão por trás dos computadores e o momento que elas buscam a informação. Isso vai além da segmentação classe B, de 25 a 40, por exemplo. Uma internet para todos, inclui também aqueles que mais precisam dela.

• Pensando em acessibilidade.
O conteúdo publicitário na web tem papel social e inclusivo para pessoas com deficiência que usam a Internet como meio principal de informação. Segundo o IBGE, são 24,6 milhões de pessoas com algum tipo de incapacidade ou deficiência (agora mais, já que a pesquisa que encontrei é de 2005). Parte destas pessoas, são deficientes visuais ou com dificuldade motora para usar o mouse e, por isso, ambos navegam por links usando leitores de tela. Dessa forma, o “clique aqui” aparece apenas como identificação de link, mas não facilita a entrega da mensagem.

• Repense seus “call to actions”.
Se acessibilidade na web não comove você, tenho mais um motivo para evitar o “clique aqui”. Quando não tiver mais o que falar, ainda assim você pode repensar seu call to action de uma forma mais criativa. A dica é substituir o “clique aqui” (que não é acessível) por um comando direto, referente ao assunto ou ao benefício prestado. Exemplos: se você sugeriu uma compra, que tal usar “Encher seu carrinho”? Se você sugeriu um vídeo, que tal usar “Começar a sessão”?


• Escrever fácil não é só para classe C/D.

A linguagem deve se adaptar ao meio. Em frente ao computador, as pessoas estão conectadas à informação a todo o momento. Um texto difícil pode ser substituído rapidamente pelo cafezinho ou pelo “blog do Fulano”: aquele que fala tudo que você quer dizer e ainda tem comentários. Afinal, a hora do trabalho também é o momento de maior procura pela informação. Não importa a classe social ou a formação do usuário, todos estão em busca de conteúdo fácil de ser assimilado, por mais comprido que seja o texto. Por isso, dê preferência aos textos ritmados, parágrafos curtos e didáticos.

• Quem aqui fala “lhe oferecer” ou “convidá-lo”?
Por mais que esteja correto, o texto na propaganda sempre refletiu o modo como as pessoas falam e pensam (não sei o que vem primeiro, o ovo ou a galinha?). Na internet, isso é ainda mais decisivo. O importante é ter identificação rápida e melhor transmissão da mensagem. Mesmo sendo uma linguagem escrita e, por isso, formal, existem maneiras mais prazerosas de convidar alguém para ler o conteúdo e fortalecer o relacionamento. Escreva como em uma boa conversa e evite esses pronomes oblíquos cafonas. Todo mundo gosta de ser chamado de você, não? Use o “você” à favor do relacionamento.

• Política do desapego.
Os Redatores Publicitários também tem certa liberdade poética. Assim como os compositores, ambos entendem a maneira ideal de falar com o povo, levando emoção na mensagem transmitida. A equipe de Revisores das agências sabe disso, aprovam e são a garantia de que a mensagem não será transmitida com erros gramaticais. Por isso, com experiência, eles sabem identificar o ponto ideal na hora de corrigir um texto, sem tirar a essência criativa. E para aprovar uma campanha, é preciso ter o mesmo cuidado.

• Especial e-mails.

E-mail não é anúncio nem mala-direta. Ele precisa de um from identificado (nome da empresa ou do contato já conhecido pelo destinatário) e de um subject que chame a atenção na caixa de mensagens. Para isso, pense neles com o mesmo cuidado de um título, mas com limite de 50 caracteres. A mensagem deve ser curiosa, divertida ou, em caso de promoção, direta ao benefício. No texto interno, o header e título são as principais identificações com o hotsite onde o conteúdo vai ser direcionado. Para não parecer um spam, eles precisam falar a mesma linguagem (vale para o layout também), identificar a marca/produto , o benefício ofertado o call to action. Esclareça o conteúdo em parágrafos curtos ou, para textos longos, em blocos organizados e bem diagramados.