Misture bem, bote para cozinhar e tenha em poucos anos, um exelente plano de carreira.

Tive o prazer de conviver com pessoas, que me trouxeram uma argumentação muito importante a se fazer, na hora de pensar uma carreira profissional. Tão importante que considerei transformá-la em tópico do blog. Pode até parecer um texto de auto-ajuda, mas acredito que vale para todos os publicitários de plantão. Inclusive para o Michel do BBB 10.

Amigos de faculdade, pessoas queridas da propaganda... dia a dia recebo portfólios lindos, com peças maravilhosas. Mas a pergunta é "Quando os publicitários vão começar a pensar num futuro além daquele Audi de última geração ou daquela camiseta descolada da Osklen?"

Chega uma hora na profissão, ninguém mais passa a avaliar seu portfólio. Mas sim a sua capacidade de construir algo diferente para o negócio da agência. Aí é que as peças geniais que você fez se tornam pequenas, perto do que você construiu para a empresa onde você trabalhou ou da sua capacidade de análise crítica e construtiva. Então, essas pessoas chegam com uma outra perspectiva em uma entrevista, que foge a qualquer título bem sacado.

Sei que, a coisa mais difícil que tem, é chegar nessa maturidade. Mas tudo depende de muita dedicação, comprometimento, especialmente, quando o assunto é não se vender por qualquer R$ 300,00 a mais no final do mês pra comprar aquela guitarra em 5 vezes sem juros. Mas se for importante pra você esse aumento, que vália por uma nova perspectiva de vida, que vá permitir que você seja dono das suas escolhas e decisões no futuro.

Quem trabalha em agências de publicidade, tem como hábito leiloar seu portfólio no mercado e perde a chance de construir uma carreira sólida e de confiança. A pergunta é "Por que um bancário, por exemplo, chega aos seus 10 anos de experiência com um salário tão sólido e consistente, que ele pode parar de trabalhar ou tomar suas decisões sem medo?" Porque ele delegou um foco para sua carreira, investiu em seus ideais e direcionou toda sua força para alcançar aquilo que pretendia e ganhou reconhecimento para isso: o que é muito mais válido do que um belo portfólio, por exemplo.

Acredito que, se não começarmos a mudar a mentaliadade "publiciotária", regada à prosecco, com direito à mortadela no final do mês, todos vamos chegar aos 40 anos, com mais de 15 agências no currículo e um monte de crédito pessoal: não com seu próximo emprego, claro.


Post dedicado à Fabiano Coura e à Renato Prado.