Biologia do Comportamento seria a explicação para o novo posicionamento as Agência Digitais?

No De Volta aos Princípios, Ed. 1, um dos pontos discutidos foi sobre a Biologia do Comportamento, autor  Dr. Robert Spolskylink compartilhado pelo meu amigo Leandro Oliveira.


Será mesmo que a Biologia do Comportamento está presente em nossas decisões de negócio? Qual o impacto disso no trabalho, na criação, na tecnologia, no design e comunicação?


Estamos em um momento de repensar nossa relação criativa, nossa relação com o trabalho e como consequência, a comunicação e o meio ambiente como um todo. 

As pessoas conhecem cada vez mais as estratégias de marketing. Fato que pude constatar nos diversos Testes de Usabilidade que aplico. O que chama atenção é que, muitas vezes o público são pessoas simples, sem muita escolaridade ou capacidade de compra. O surpreendente é que eles falam de propaganda como se fossem especialistas. Estão atentos a tudo que a mensagem quer dizer, cores, linguagem, aspectos diversos de privacidade entre outros estratégicos. Isso prova que conhecimento está cada vez mais democrático e, com isso, mais seletivo e maduro. 

A necessidade de se repensar o nosso papel como criativos é a mesma de se repensar o modelo de trabalho.

Esse vídeo muito bem feito do Behance é uma provocação sobre o papel do criativo, na hora de colocar em prática o trabalho e influenciar pessoas. Sob todos aspectos da arte, design e comunicação.


E o que tem a ver essa “viagem” de Biologia do Comportamento nisso tudo? Na verdade, foi uma relação que busquei para compreender a "causa e consequência" que reflete diretamente no comportamento social e nos negócios. Afinal, os criativos, como consequência, as Agências de Comunicação tem um papel de mão dupla na sociedade. Eles absorvem dela a inspiração para criar, e devolvem à ela o resultado criativo em forma de beleza, arte e conceito.

E como a rede de conhecimento não tem fronteiras, espera-se que a sociedade faça cada vez mais escolhas, já que o desejo delas é refletido de forma prática, na comunicação, no design e na tecnologia. 

Independente da teoria, o momento é de reflexão.




Por que os desejos são os pontos de partida para os projetos?

Cada vez mais observamos a importância da compreensão humana quando o assunto é tecnologia. Criar soluções técnicas sem compreender o universo das pessoas, é criar para si mesmo.

Em um mundo onde pessoas e máquinas estão cada vez mais conectadas e dependentes, há a tendência em pensar que, sem “determinado aparelho”, ou “sem aquela nova geladeira”, não estamos felizes, não nos sentimos completos.
Mas a verdade é: este determinado aparelho que você tanto deseja, foi objeto de estudos de designers, estrategistas e equipe de criação e vendas sobre você mesmo. Eles compreenderam o desejo das pessoas e responderam com um objeto que parece perfeito para você.
Há pouco mais de 10 anos, celular era opcional. Hoje, somos uma nação inteira de celular na mão e não podemos viver sem eles. E o desejo sobre as funções do aparelho foram aumentando também, até que eles são menos um objeto de comunicação por chamadas e mais uma cesta de aplicações web que solucionam pequenos problemas.
Ao mesmo tempo, em agosto deste ano, o mercado automobilismo nunca vendeu tanto carros quanto antes em sua história. O que parece estranho em um mundo no qual as pessoas estão cada vez mais compromissadas com o meio ambiente, especialmente nas grandes cidades como São Paulo, em que incentivos para ciclistas e reciclagem de lixo não param de crescer.
Isso pode parecer o final dos tempos ou o começo dele se os profissionais como desenvolvedores, designers, empresas e estrategistas de produtos e serviços não se atentarem para o impacto humano e social de seus produtos e serviços, há curto ou longo prazo.
Uma vez que as pessoas desejam algo e têm a visão prática desse desejo concretizada em um produto, dificilmente elas irão abrir mão daquele produto que tanto atende às suas expectativas.
Foi pensando na importância de que estes profissionais compreendam com mais profundidade os princípios fundamentais humanos, que criei o evento De Volta aos Princípios. Nesta primeira edição irá tratar de Desejo, Projeto e Planejamento.
O evento teve formato interativo, que chamo de “arena de conhecimento”, no qual todos os participantes são indispensáveis para promover conhecimento coletivo.
E quem foi nosso convidado de honra para este lançamento, é o Nilson José Machado, Professor Titular da Faculdade de Educação da FEUSP.
Autor de diversos livros sobre temas da Epistemologia, Educação e Comportamento, ainda títulos voltados para crianças. Leciona em cursos de graduação e pós-graduação, tendo orientado algumas dezenas de mestrandos ou doutorandos. Foi Professor Visitante do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, no Programa Educação para a Cidadania. Por anos foi Chefe do Departamento de Metodologia do Ensino e Educação Comparada da FEUSP.
Tudo envolvido em um ambiente extremamente charmoso e acolhedor, que é o novo espaço de eventos Casa 724 da Treze.
Mais informações sobre próximas edições, acompanhem a página De Volta aos Princípios no Facebook ou entre em contato pelo devoltaaosprincipios@gmail.com

Dia 06/12, venha aprofundar seus conhecimentos sobre Desejo, Projeto e Planejamento

É com muito prazer que convido a todos para compartilhar conhecimentos em uma arena de debates, com a presença ilustre do Professor Nilson José Machado, titular da FEUSP e autor de mais de 20 obras sobre epistemologia, comportamento e educação, inclusive com títulos direcionado para crianças. 

Juntos, no dia 06/12, vamos falar sobre Desejo, Projeto e Planejamento, compartilhando com vocês de que forma o desejo influencia na criação de projetos inovadores, com foco em comportamento e pessoas, melhorando a capacidade dos participantes de organizar e mapear conceitos a partir das diversas formas de planejamento. Tudo para começar 2013 com as ideias empreendedoras ainda mais relevantes e organizadas.

Edição 1| Desejo, Projeto, Planejamento

O Workshop é o primeiro de muitos à serem realizados em parceria da DUX Coworking e  Casa 724 da Treze. 

Além de receber Certificado de Participação, você vai conhecer um ambiente super charmoso e acolhedor, que é esse novo espaço de eventos culturais e artísticos, chamado Casa 724 da Treze, que oferece serviços de gastronomia e vinho para quem quiser complementar a experiência. Para ajudar a inspirar nossas discussões, teremos a exposição de fotos de João Puerro.

Não se esqueça: dia 06/12, na Rua Treze de Maio, 724, São Paulo/SP. 

Mais informações sobre valores e reservas, busque a página De Volta aos Princípios no Facebook ou envie e-mail para devoltaaosprincipios@gmail.com  

Até lá!

Horário Eleitoral do Jogo Sujo Gratuito.


O meu post hoje não é sobre Interaction Design, nem UX, nem Arquitetura da Informação. Mas se abri espaço para "ciências sociais" no topo do meu descritivo, vou me sentir livre para compartilhar meu desabafo.

Odeio falar de politica nesta época, mas tem horas que me sinto tratada como retardada no sentido exato da palavra. E isso irrita muito.

No começo da campanha o Serra não falava de suas propostas, só atacava os demais partidos.

Exemplo: ele usou de uma frase que é verdade, para concluir uma coisa que é calúnia. Disse que o bilhete mensal era um jeito de ficar com o dinheiro das pessoas, enquanto elas não usam: verdade. Mas quem não usa, não é obrigado a comprar o mensal, compra o diário!! Ou seja, o mensal é mais uma opção, e justamente para quem usa muito... Nos USA e Europa toda funciona assim, porque aqui não poderia funcionar?

Agora, no horário de hoje, ele passou dos limites comigo: então quer dizer que o primeiro passo da campanha pode avacalhar os outros, e depois, também pode falar que você é contra esse tipo de atitude. Ora, mas se você pode usar o horário para falar do outro, o outro pode se defender.

E de novo, começa o horário eleitoral da falta de propostas,  da falta de esclarecimento e do jogo sujo, fazendo as pessoas acreditarem numa verdade dissimulada. Em menos de 15 dias, já me sinto "trouxa" de ter que aguentar isso dentro da minha casa.

Se não fosse o jogo do Brasil, não teria assistido isso.

Para melhorar um pouco a situação que vai começar a partir de agora no horário eleitoral, sugiro que os demais partidos não entrem nessa. Porque, independente de partido, acho que horario político é para falar do seu plano: começou a ofender a proposta dos outros, tô fora. Ainda mais ofendendo, com argumentos dissimulados, usando de estratégias sujas de comunicação.

O jeito de se fazer política não deve ser tentando "empurrar" uma opinião insensata sob as pessoas. Mas esclarecer do melhor jeito possível, de uma forma democrática, que todos possam compreender.

Atenção, amigos, horário político é jogo sujo. Não entrem nessa conversa.  #prontofalei.

Interaction Design: interação fora das telas | 1a parte

Durante esse mês, o tema do Blog vai ser Design de Interação e suas ramificações.

O mais interessante dessa disciplina é a capacidade de evoluir pensamento crítico para concepção de uma cadeia de interação para um produto ou serviço. Tá certo que a maioria dos cursos focam em Design de Interação pensando somente em plataformas digitais, mas o ideal é pensar o serviço/produto  todo, desde entender comportamento até a indicar a interação que se quer atingir.

Aí que entra uma outra disciplina: Service Design, que recomendo aprofundamento para evolução do profissional de Interaction Design e Arquitetura da Informação além das telas.

E isso existe? Interação além das telas? Vou provar que sim. Estive contato com uma experiência muito simples e bacana de Interaction Design para livros.

O exemplo trata-se do livro Bartleby, o Escrivão, da editora Cosac Naify  Pode ser que o designer que criou esta capa, não tenha pensado em tudo isso, mas acontece que o processo de Explorar, Criar e Evoluir, atingiu o objetivo exato de design de interação.

Ao passear pela Livraria Cultura numa destas semanas passadas, os livros da editora Cosac Naify estavam em promoção. Queria levar algo para ter uma experiência bacana de leitura. Então, me chamou atenção a capa de um livro: simples, com um apelo visual diferente e com um call to action matador, daquelas que ganharia mil cliques em 10 segundos nos Ads do Facebook. Havia um selo dizendo: "Apesar de ##mil cópias vendidas, acho melhor não comprar".  (a chamada não fotografei...sniff)




O apelo da mensagem está de acordo com o comportamento do usuário e cenário de uso: temas que fazem parte da etapa de pesquisa e observação do Service Design. Isso porque, a chamada é para a grande maioria dos curiosos, buscando informação dentro de uma livraria. Nada melhor que  incentivar a descobrir algo secreto para alguém pré-disposto a buscar por novidades, em uma livraria. O ato de contar um segredo, também indica "proximidade", já que só se conta um segredo para quem você realmente considera amigo, certo? Ainda incentiva toda a questão filosófica da "fofoca", especialmente trabalhada nas redes sociais, onde as pessoas não querem ficar por fora daquele assunto que a maioria dos amigos já conhecem. Ponto para o designer sobre Observação e pesquisa de Comportamento.

Antes de contar toda a história, atente-se às etapas de Service Design, que encontrei nesse diagrama:

O processo Exploratório, que chamo de Planejamento, é etapa de observação e reflexão: quase obrigatoriamente fudamentado em pesquisas para indicar como deve ser o primeiro contato com o usuário, entendendo cenário de uso e influências no ambiente. No digital de uma agência de advertising, seria o planejamento dos meios de comunicação e abordagem para cada um destes meios. E no offline também em uma agência de comunicação, seria o estudo de ambientação visual: pensando na disposição do livro, totens e capa. Imagine que, dentre tantas capas coloridas com imagens de pessoas, a simplicidade desta capa com uma chamada interessante, certamente se destacou.

Aí, ao começar a ler, me surpreendi novamente. Todas as páginas do livro pretas, e sem nada escrito!!

A não ser quando você recortava pagina a página pela dobra para ler o que estava por dentro deste interessante livro de páginas pretas. Tudo a ver com a sequência ao mistério da chamada, aumentando a expectativa do leitor sobre a experiência. É o que chamamos também de storytelling de interação, que está na etapa Concepção, onde definimos o fluxo de interação: é também momento de refletir sobre objetivo de cada interação, e seguir o planejado para que a ação aconteça e pareça atraente para engajar o usuário até o final do processo

O trabalho em equipe ajuda a reflexão dos temas. Afinal, em Service Design, não existe uma pessoa responsável, é como o processo de adotado para gerenciar trabalhos. Gosto de comparar aos processos convencionais de gerenciamento, como "scrum", "PMI". Considero Service Design para uma melhor forma de conduzir um trabalho interativo. 

Importante atentar-se que a palavra "design" nesse processo vai além do visual. Ela é relativa ao "desenho/arquitetura" de um processo de interação.


Durante a leitura, essa coisa de abrir página a página, tinha tudo a ver com a história do Bartleby. Mesmo com uma narrativa psicológica profunda, porque você sentia exatamente o que o narrador queria dizer, era ao mesmo tempo simples e fácil de entender, assim como as boas práticas de experiência de interação e usabilidade indicam para as práticas de Arquitetura da Informação e Design de Interação. 

E a experiência de organização do conteúdo do livro, também foi pensada no storytelling, ou fluxo de interação, como preferir. 


O prefácio aparecia no final para que o usuário não perdesse a curiosidade e a expectativa de leitura no início da experiência, que poderia provocar a desistência de ler o livro. O mesmo acontece em design de interação para e-commerce: fazer o usuário preencher cadastro antes de ter a principal interação, pode fazer com que ele desista de comprar o produto por uma experiência burocrática que interrompe suas expectativas, já que ele está focado na escolha do produto e interação com a vitrine. No livro, o usuário está focado em desvendar o personagem Bartleby.

Final de fluxo: hora de evoluir  e pensar nas próximas interações possíveis como exemplo, pós compra, relacionamento e aprendizados decorridos de todas as interações, a partir de análise de dados e relatórios e resultado das vendas.

Viram como Interaction Design vai além do on-line? Uma vez aprendendo a disciplina, a sequência de como você irá usar a sua interação com usuário faz parte das suas correlações e aprendizados conforme seu histórico profissional.

O mesmo para quem quer evoluir aprendizados sobre Service Design, disciplina que está sendo absorvida por especialistas em Arquitetura da Informação, Interaction Design e Design Thinking, já que estas especialidades também praticam as ações de pesquisar, planejar, criar e validar as mais diversas interações com foco em comportamento.










Tempos de empreendedorismo e capacitação profissional em SP: mais eventos!




O potencial de empreendedorismo dos brasileiros está cada vez mais em evidência.  E São Paulo ganha destaque neste cenário: a 8a cidade preferida dos investidores milionários também foi eleita por uma diversidade de eventos que acontecem entre os meses de setembro, outubro e novembro por aqui.

Como o foco do Empreendedorismo muitas vezes está relacionado à Inovação, vale considerar eventos que não tratam só em tecnologia mas sim, ajudam a entender quem está por traz dela: as pessoas. Para especialistas em User Experiences, a tecnologia é um meio para que possamos implementar ideias, mas o caminho, são as pessoas que indicam.

Por isso, considerei fazer uma lista de eventos que tratam Comunicação + Design + Filosofia + Sociologia para ajudar a ter uma opinião empreendedora mais próxima da inovação. A lista que considerei, segue estes princípios:

Setembro
24 | StartUp MeetUp , no WallStreet Bar/SP
17 a 21 | Colóqui Internacional de Rousseau  300 anos, na USP

Outubro
2 e 3 | Maximidia, no WTC/SP
26 | InterCon, no Hotel Unique/SP
31 | Fórum Social de São Paulo, Flashmob em SP NOVIDADE


Novembro
1, 2 e 3 | Interaction South America 2012, no Teatro Gazeta/SP
De 18 a 20 | StartUp Weekend, na ESPM.
10 e 11 | Pixel Show  NOVIDADE

E para quem já tem um plano ou está pensando em montar sua Start-up, incentivos não faltam. Tem o CIETEC,  uma iniciativa do Sebrae junto ao Governo de São Paulo que ajuda a elaborar plano de negócio e até financiam sua empresa. E a FINEP, um crédito do governo direcionado à tecnologia assistiva. Vale pesquisar mais opções aqui.

Nos próximos posts, irei contar mais do que está por vir e vai rolar ISA 2012, trazendo um conteúdo relevante e informativo. Sempre que puderem, é só passar por aqui, no próprio site do evento ou na minha coluna do WebInsider. Vale a pena acompanhar!

A Psicologia das redes sociais na vida real das pessoas

Recebi este infográfico da minha amiga Sarah Wenger que trabalha na  PsychologyDegree.net 
contando sobre como as pessoas se relacionam com as redes sociais e o reflexo disso na vida real.

Isso prova que nada é tão eficiente quanto o "boca a boca": ou seja, as pessoas tem interesse em compartilhar assuntos de quem elas conhecem na vida real.

E os assuntos que todos mais gostam de compartilhar são aquele ligados ao prazer básico: comida, dinheiro e sexo.  São os temas de interesse geral da população: a maneira mais fácil de ganhar uma "espiadinha" no seu link, sem fazer muito esforço. Não é por menos que os aplicativos que mais crescem no mudo são aqueles relacionados à finanças e à gastronomia

E o que mais me chamou atenção nisso tudo, é a questão psicológica que o envolvimento das redes sociais reflete na vida das pessoas.

Sabemos que é natural sentirmos inspirados por pessoas que estão bem resolvidas, de bem com vida. Agora, se a sua relação com os amigos passa a ser mais "virtual" do que real, a sua interpretação sobre  as relações será fantasiosa. Isso porque, as pessoas costumam a publicar a sua melhor parte nas redes sociais. E conviver com o espelho desse falso mundo perfeito quando olhamos para nós mesmos e para nossas imperfeições, pode nos causar frustrações. Mas a realidade, nem sempre é o que vimos no "curtir" ou em uma foto publicada no perfil.

Conviver com os amigos em momentos reais, nunca foi tão importante para que a gente possa manter nossos pés no chão, aumentar a auto-estima e observar o seu redor dentro da sua real condição.

Por isso,  a dica é, use as redes sociais e aproveite as ferramentas que elas oferecem para estar mais próximo realmente das pessoas que você gosta.


Psychology of Social Networking

Porque UX foi tema de um festival de Advertising?



Em Cannes 2012, o assunto UX (user experiences) teve papel bastante ativo esse ano (ver matéria da Próxxima).

Isso porque, não tem como negar que a comunicação das pessoas (especialmente em áreas urbanas), sempre acaba repercutindo em alguma interface digital. Pode ser a partir de um desktop, smarthphone, tablet ou de uma pulseira e tennis, como o case de Nike+ Fuelband Grand Prix Titanium da R/GA.

 E para fazer a ponte entre comunicação e tecnologia, algumas agências absorveram o conceito de User Experiences para seu processo criativo com foco em plataformas digitais: à partir disso, se tornou possivel conectar Planejamento, Produção e Criação à processos que estavam antes ligados à Tecnologia, como Engenharia Mecatronica, ou Desenvolvimento de Software e outras disciplinas ligadas à IHC.

As agências como a HUGE, Razorfish e R/GA são algumas que abraçam a disciplina de UX como parte do seu DNA, desde a concepção de campanhas até desenvolvimento de produtos. Elas souberam exatamente como isso impacta na capacidade de se comunicar e envolver marcas e pessoas. E, se para isso for preciso criar um "device" novo para proporcionar melhor essa interação, mãos à obra!

Com o final do festival de Cannes Lions 2012, pude encontrar alguns vídeos interessantes de depoimentos sobre como essas empresas adotaram o processo de UX:

Seminário com Bob Greenberg _R/GA Cannes 2012.




Entrevista com Michal Pasternak da HUGE sobre seu workshop UX Unicorns, em Cannes 2012.


No ano passado, contei a vocês sobre meu benchmarking de UX em algumas agências em NY e San Francisco, onde pude visitar, entre outras, a agência HUGE de New York para entender um pouco desse processo, onde UX não é só uma disciplina integrada à Criação, mas é um modo de se fazer comunicação e está ligado à todas as áreas da agência. Esse ano, em Setembro, estarei visitando agências em Londres e Barcelona com o mesmo objetivo.

Como parte dessa curiosidade e há anos trabalhando com Advertising, o resultado dessa investigação foi poder ajudar a direcionar a integração desta disciplina junto ao processo de Criação de algumas agências, como NeogamaBBH, AlmapBBDO (freelancer) e Razorfish Brasil. E, agora, estou trabalhando de forma independente, com Consultoria Estratégica de User Experiences, Arquitetura da Informação e Interaction Design, com foco em UX para Advertising.

Bom, a gente já falou um pouco de como as agências estão incorporado o processo de UX na comunicação, é legal entender como elas integram os perfis de tecnologia à criação, durante uma avaliação para contratação de profissionais. Ao buscar algo interessante nesse tema, encontrei aqui, um post da W+K genial até no título "Nós não estamos contratando Tecnólogos Criativos". Uma visão bem bacana, importante na hora de definições de skills e responsabilidades quando se tem uma equipe grande, onde todos tem foco em User Experiences.

Afinal, UX não é uma pessoa e sim um processo com alguns responsáveis e especialistas diversos ajudando a conduzir o melhor caminho, de acordo com os objetivos de cada empresa. E nesse processo, os profissionais destas diversas áreas trabalham para entregar a melhor experiência com foco em pessoas. Isso foi tema de um post do ano passado, em uma entrevista que fiz com a lider de Interaction Design da R/GA.

Aliás, quem esteve em Cannes e quer se aprofundar mais sobre uma das mais importante disciplinas de um processo de UX, pode se inscrever no IxDA 2012 que este ano acontece em São Paulo.

Mais informações e contato:
@melinalves 
melinalves@gmail.com

Curso rápido ou Pós-graduação em Arquitetura da Informação?

Nos últimos dias, recebi emails para indicar melhores alternativas de cursos sobre Arquitetura da Informação e aproveitei para publicar minha opinião.

Acontece que, antes de escolher seu curso, é importante ter bem claro o seu objetivo profissional sobre a disciplina.

Porque escolher um curso a curto prazo (1 semana, 1 final de semana, 1 dia )?

Recomendaria o modelo "curso rápido" para pessoas que já tem um bom know how em alguma das disciplinas de User Experiences, ou seja, são graduados e tem histórico profissional consistente nessas disciplinas, e gostariam de expandir conhecimentos em determinado assunto. Ideal para você que quer manter-se na mesma área de atuação e ampliar a gama de conhecimento.

Quem são esses profissionais:
- Gerentes de Projeto
- Webdesigners
- Designers de Produto
- Designers de Interface
- Designers de Interação
- Planejamento em Comunicação/Digital
- Arquitetos de Sistema
- Redatores
- Editores de Conteúdo
Entre outras...

Porque escolher uma pós-graduação ( ou curso longo prazo e curso profissionalizante)?

Recomendaria o modelo "profissionalizante" para aqueles que desejam começar a trabalhar nessa área.

Um profissional de Arquitetura da Informação tem um papel, não só técnico, estratégico e de design, mas também de consultoria. Por isso, é tão importante a experiência anterior na carreira destes profissionais. O embasamento teórico e a retórica que estes profissionais devem ter são decisivas para tomar decisões, afinal, essa disciplina exige esse perfil. O que dificilmente, alguém que está começando uma faculdade ou alguém que não tem uma boa bagagem anterior irá encontrar em um curso rápido. (difícil, mas não impossível)

E como então explicar os auto-didatas de disciplina?

Os auto-didatas que conheço, todos já faziam Arqutetura da Informação antes do rótulo. Eles já trabalhavam com diversas disciplinas de User Experiences. Ao ver que seu trabalho passou a ter uma categoria, se identificaram profissionalmente como Arquitetos da Informação. E, portanto, a curva de aprendizado foi de atualização, não de profissionalização. Portanto, muito mais rápido e com mais critério, do que ao comparar com quem está se interessando agora pela área e deseja ser um profissional com esse rótulo.

Falo isso,porque está cada vez mais difícil de encontrar bons profissionais com experiência direcionada em User Experiences. E pela necessidade do mercado, muitos se identificam como auto-didatas e usam o rótulo em currículo profissional.

Acredito que, a escolha de uma pós-graduação vai ser definitiva para aqueles que não tem histórico profissional com as disciplinas de User Experiences. O desafio é encontrar o curso.

Portanto, vale expandir as possibilidades:
- Pós em Psicologia Social, (assuntos como entendimento do consumidor, coletivo, cognição...)
- Pós em Semiótica
- Pós relativa à assuntos da grade de IHC, design digital e entendimento do comportamento de consumo e social.

São alguns exemplos de disciplinas que envolvem User Experiences e exigem uma capilaridade de conhecimentos integrados. O que requer histórico profissional e tempo para estudar, analisar e evoluir pensamento crítico. Afinal, esse profissional necessariamente precisa ter contato com outras disciplinas que vão dar embasamento para suas decisões.

Portanto, a dica para quem quer trabalhar com alguma das disciplinas e User Experiences, o modelo ideal ainda são cursos de longa duração, ou pós-graduação, mesmo que seja em outras áreas de conhecimento, não necessariamente, a Arquitetura da Informação.

Um dia na Internet e um cenário de 2 anos de comportamento web

Em 2010, a consultoria Jess3, especializado em infográficos, criou esse video sobre a projeção do crescimento da web


E hoje, recebi do meu amigo Jen R. um relatório sobre "1 dia na internet", o que considero como uma projeção de 2012 feita pelo instituto educacional MBAonline,
A Day in the Internet
Created by: MBAOnline.com


Eu comparei alguns dados dos 2 relatórios e pude observar que:


CONCLUSÃO
1] Em relação à queda de envio de e-mails
Já se sebe que o usuário de internet e mobile tem uma preferência por mensagens instantâneas. Com uso das mensagens via Facebook, aplicativos mobile como Voxer e WhatsApp, e planos das operadoras de telefone com preços bem mais acessíveis (até de graça)para mensagens instantâneas, é natural que o e-mail seja cada vez menos usado.

2] Em relação a queda de upload de fotos no Facebook
Em 2009/2010, não haviam tantos aplicativos que integram as contas do Facebook. E mesmo que já houvessem, países como o Brasil começaram o uso contínuo de smartphones em 2010/2011. E as fotos que antes eram postadas direto no Facebook, agora são armazenadas nos servidores destes aplicativos, como o caso do popular Instagram

Veja como o comportamento de aplicativos, nem aparece no relatório de Jess3. E também não aparece Netflix. O que mostra a força destes universos no dia a dia dos usuários do mundo.

Na minha opinião, cada vez mais vão aparecer dados que diminuem o tempo de acesso direto em grandes redes sociais como Twitter e Facebook, mesmo que aumentem o número de novas contas por dia. Não porque as pessoas estão deixando de estar presentes nestas redes sociais, mas é que elas estão cada vez mais inclusas no mundo de serviços dos aplicativos via smartphones e smartTVs, ficando com as grandes redes sociais a tarefa de informar a rede de amigos para a manutenção do capital social.

Mais sobre o esse comportamento neste artigo

Onde está a Usabilidade para você?




Outro dia, ao dar uma entrevista para revista Proxxima, do M&M, percebi a grande dificuldade das pessoas em separar o que é Usabilidade e o que é User Experiences. Não só como o mercado de trabalho te reconhece, mas até a maneira como os profissionais da área se colocam.

Quando falamos em User Experiences, falamos de uma cadeia de profissionais envolvidos em prestar sua contribuição para uma boa experiência do usuário. A Chloe Gottlieb trouxe um bom exemplo nesta entrevista

Portanto, os profissionais de User Experiences são todos aqueles que fazem parte dos núcleos estratégicos, criativos e de tecnologia, trabalhando juntos para a melhor experiência.

Nas agências, os profissionais da área de UX, são os responsáveis por conectar essa cadeia, entregando documentos como wireframe - que é a primeira concepção do design - e análises estratégicas sobre comportamento de pessoas, navegabilidade, e referências de interface para que o trabalho siga por todas as etapas de UX, com mais segurança e integração, do ponto de vista do negócio e das pessoas.

E Usabilidade, onde entra? As duas disciplinas se conectam em determinado momento, mas a Usabilidade é um braço de User Experiênces que indica boas práticas para o desenvolvimento de produtos com foco em pessoas. Portanto, o que é indicado como boa usabilidade para um determinado produto, não faz sentido para outro. Depende do perfil de uso de cada grupo que você quer trabalhar.

Por isso considero que não existem REGRAS de Usabilidade. Entendo que existem cenários de uso dentro de um senso comum entre grupos de pessoas para ter realmente uma usabilidade eficiente. Concluindo, alerto sobre o cuidado que um profissional de Usabilidade deve ter com as heurísticas na hora de fazer um teste. O maior erro pode não estar na interface, mas sim em não compreender as pessoas, cenários de uso e estratégias de produto e negócio.

Muitas vezes, vale mais a pena arriscar uma maior curva de aprendizado para apostar em inovação, especialmente em projetos de logo prazo. O Twitter fez e a Apple fizeram isso no lançamento de seus produtos. Afinal, arriscar só envolve grandes riscos se você não tem os objetivos bem definidos para começo, meio e fim de cada projeto. E se você não teve tempo de pesquisar e embasar a estratégia de suas decisões.

Para mim a Usabilidade está em cada um. Se as pessoas se sentem confortáveis com a experiência de uso ou simplesmente conseguimos dispertar um grande desejo pela estética que as fariam voltar a ter aquela experiência ou desejam ter aquele objeto, já não seria um sucesso para o produto? Pra mim, isso também é design thinking.