Curso rápido ou Pós-graduação em Arquitetura da Informação?

Nos últimos dias, recebi emails para indicar melhores alternativas de cursos sobre Arquitetura da Informação e aproveitei para publicar minha opinião.

Acontece que, antes de escolher seu curso, é importante ter bem claro o seu objetivo profissional sobre a disciplina.

Porque escolher um curso a curto prazo (1 semana, 1 final de semana, 1 dia )?

Recomendaria o modelo "curso rápido" para pessoas que já tem um bom know how em alguma das disciplinas de User Experiences, ou seja, são graduados e tem histórico profissional consistente nessas disciplinas, e gostariam de expandir conhecimentos em determinado assunto. Ideal para você que quer manter-se na mesma área de atuação e ampliar a gama de conhecimento.

Quem são esses profissionais:
- Gerentes de Projeto
- Webdesigners
- Designers de Produto
- Designers de Interface
- Designers de Interação
- Planejamento em Comunicação/Digital
- Arquitetos de Sistema
- Redatores
- Editores de Conteúdo
Entre outras...

Porque escolher uma pós-graduação ( ou curso longo prazo e curso profissionalizante)?

Recomendaria o modelo "profissionalizante" para aqueles que desejam começar a trabalhar nessa área.

Um profissional de Arquitetura da Informação tem um papel, não só técnico, estratégico e de design, mas também de consultoria. Por isso, é tão importante a experiência anterior na carreira destes profissionais. O embasamento teórico e a retórica que estes profissionais devem ter são decisivas para tomar decisões, afinal, essa disciplina exige esse perfil. O que dificilmente, alguém que está começando uma faculdade ou alguém que não tem uma boa bagagem anterior irá encontrar em um curso rápido. (difícil, mas não impossível)

E como então explicar os auto-didatas de disciplina?

Os auto-didatas que conheço, todos já faziam Arqutetura da Informação antes do rótulo. Eles já trabalhavam com diversas disciplinas de User Experiences. Ao ver que seu trabalho passou a ter uma categoria, se identificaram profissionalmente como Arquitetos da Informação. E, portanto, a curva de aprendizado foi de atualização, não de profissionalização. Portanto, muito mais rápido e com mais critério, do que ao comparar com quem está se interessando agora pela área e deseja ser um profissional com esse rótulo.

Falo isso,porque está cada vez mais difícil de encontrar bons profissionais com experiência direcionada em User Experiences. E pela necessidade do mercado, muitos se identificam como auto-didatas e usam o rótulo em currículo profissional.

Acredito que, a escolha de uma pós-graduação vai ser definitiva para aqueles que não tem histórico profissional com as disciplinas de User Experiences. O desafio é encontrar o curso.

Portanto, vale expandir as possibilidades:
- Pós em Psicologia Social, (assuntos como entendimento do consumidor, coletivo, cognição...)
- Pós em Semiótica
- Pós relativa à assuntos da grade de IHC, design digital e entendimento do comportamento de consumo e social.

São alguns exemplos de disciplinas que envolvem User Experiences e exigem uma capilaridade de conhecimentos integrados. O que requer histórico profissional e tempo para estudar, analisar e evoluir pensamento crítico. Afinal, esse profissional necessariamente precisa ter contato com outras disciplinas que vão dar embasamento para suas decisões.

Portanto, a dica para quem quer trabalhar com alguma das disciplinas e User Experiences, o modelo ideal ainda são cursos de longa duração, ou pós-graduação, mesmo que seja em outras áreas de conhecimento, não necessariamente, a Arquitetura da Informação.

Um dia na Internet e um cenário de 2 anos de comportamento web

Em 2010, a consultoria Jess3, especializado em infográficos, criou esse video sobre a projeção do crescimento da web


E hoje, recebi do meu amigo Jen R. um relatório sobre "1 dia na internet", o que considero como uma projeção de 2012 feita pelo instituto educacional MBAonline,
A Day in the Internet
Created by: MBAOnline.com


Eu comparei alguns dados dos 2 relatórios e pude observar que:


CONCLUSÃO
1] Em relação à queda de envio de e-mails
Já se sebe que o usuário de internet e mobile tem uma preferência por mensagens instantâneas. Com uso das mensagens via Facebook, aplicativos mobile como Voxer e WhatsApp, e planos das operadoras de telefone com preços bem mais acessíveis (até de graça)para mensagens instantâneas, é natural que o e-mail seja cada vez menos usado.

2] Em relação a queda de upload de fotos no Facebook
Em 2009/2010, não haviam tantos aplicativos que integram as contas do Facebook. E mesmo que já houvessem, países como o Brasil começaram o uso contínuo de smartphones em 2010/2011. E as fotos que antes eram postadas direto no Facebook, agora são armazenadas nos servidores destes aplicativos, como o caso do popular Instagram

Veja como o comportamento de aplicativos, nem aparece no relatório de Jess3. E também não aparece Netflix. O que mostra a força destes universos no dia a dia dos usuários do mundo.

Na minha opinião, cada vez mais vão aparecer dados que diminuem o tempo de acesso direto em grandes redes sociais como Twitter e Facebook, mesmo que aumentem o número de novas contas por dia. Não porque as pessoas estão deixando de estar presentes nestas redes sociais, mas é que elas estão cada vez mais inclusas no mundo de serviços dos aplicativos via smartphones e smartTVs, ficando com as grandes redes sociais a tarefa de informar a rede de amigos para a manutenção do capital social.

Mais sobre o esse comportamento neste artigo