Biologia do Comportamento seria a explicação para o novo posicionamento as Agência Digitais?

No De Volta aos Princípios, Ed. 1, um dos pontos discutidos foi sobre a Biologia do Comportamento, autor  Dr. Robert Spolskylink compartilhado pelo meu amigo Leandro Oliveira.


Será mesmo que a Biologia do Comportamento está presente em nossas decisões de negócio? Qual o impacto disso no trabalho, na criação, na tecnologia, no design e comunicação?


Estamos em um momento de repensar nossa relação criativa, nossa relação com o trabalho e como consequência, a comunicação e o meio ambiente como um todo. 

As pessoas conhecem cada vez mais as estratégias de marketing. Fato que pude constatar nos diversos Testes de Usabilidade que aplico. O que chama atenção é que, muitas vezes o público são pessoas simples, sem muita escolaridade ou capacidade de compra. O surpreendente é que eles falam de propaganda como se fossem especialistas. Estão atentos a tudo que a mensagem quer dizer, cores, linguagem, aspectos diversos de privacidade entre outros estratégicos. Isso prova que conhecimento está cada vez mais democrático e, com isso, mais seletivo e maduro. 

A necessidade de se repensar o nosso papel como criativos é a mesma de se repensar o modelo de trabalho.

Esse vídeo muito bem feito do Behance é uma provocação sobre o papel do criativo, na hora de colocar em prática o trabalho e influenciar pessoas. Sob todos aspectos da arte, design e comunicação.


E o que tem a ver essa “viagem” de Biologia do Comportamento nisso tudo? Na verdade, foi uma relação que busquei para compreender a "causa e consequência" que reflete diretamente no comportamento social e nos negócios. Afinal, os criativos, como consequência, as Agências de Comunicação tem um papel de mão dupla na sociedade. Eles absorvem dela a inspiração para criar, e devolvem à ela o resultado criativo em forma de beleza, arte e conceito.

E como a rede de conhecimento não tem fronteiras, espera-se que a sociedade faça cada vez mais escolhas, já que o desejo delas é refletido de forma prática, na comunicação, no design e na tecnologia. 

Independente da teoria, o momento é de reflexão.




Por que os desejos são os pontos de partida para os projetos?

Cada vez mais observamos a importância da compreensão humana quando o assunto é tecnologia. Criar soluções técnicas sem compreender o universo das pessoas, é criar para si mesmo.

Em um mundo onde pessoas e máquinas estão cada vez mais conectadas e dependentes, há a tendência em pensar que, sem “determinado aparelho”, ou “sem aquela nova geladeira”, não estamos felizes, não nos sentimos completos.
Mas a verdade é: este determinado aparelho que você tanto deseja, foi objeto de estudos de designers, estrategistas e equipe de criação e vendas sobre você mesmo. Eles compreenderam o desejo das pessoas e responderam com um objeto que parece perfeito para você.
Há pouco mais de 10 anos, celular era opcional. Hoje, somos uma nação inteira de celular na mão e não podemos viver sem eles. E o desejo sobre as funções do aparelho foram aumentando também, até que eles são menos um objeto de comunicação por chamadas e mais uma cesta de aplicações web que solucionam pequenos problemas.
Ao mesmo tempo, em agosto deste ano, o mercado automobilismo nunca vendeu tanto carros quanto antes em sua história. O que parece estranho em um mundo no qual as pessoas estão cada vez mais compromissadas com o meio ambiente, especialmente nas grandes cidades como São Paulo, em que incentivos para ciclistas e reciclagem de lixo não param de crescer.
Isso pode parecer o final dos tempos ou o começo dele se os profissionais como desenvolvedores, designers, empresas e estrategistas de produtos e serviços não se atentarem para o impacto humano e social de seus produtos e serviços, há curto ou longo prazo.
Uma vez que as pessoas desejam algo e têm a visão prática desse desejo concretizada em um produto, dificilmente elas irão abrir mão daquele produto que tanto atende às suas expectativas.
Foi pensando na importância de que estes profissionais compreendam com mais profundidade os princípios fundamentais humanos, que criei o evento De Volta aos Princípios. Nesta primeira edição irá tratar de Desejo, Projeto e Planejamento.
O evento teve formato interativo, que chamo de “arena de conhecimento”, no qual todos os participantes são indispensáveis para promover conhecimento coletivo.
E quem foi nosso convidado de honra para este lançamento, é o Nilson José Machado, Professor Titular da Faculdade de Educação da FEUSP.
Autor de diversos livros sobre temas da Epistemologia, Educação e Comportamento, ainda títulos voltados para crianças. Leciona em cursos de graduação e pós-graduação, tendo orientado algumas dezenas de mestrandos ou doutorandos. Foi Professor Visitante do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, no Programa Educação para a Cidadania. Por anos foi Chefe do Departamento de Metodologia do Ensino e Educação Comparada da FEUSP.
Tudo envolvido em um ambiente extremamente charmoso e acolhedor, que é o novo espaço de eventos Casa 724 da Treze.
Mais informações sobre próximas edições, acompanhem a página De Volta aos Princípios no Facebook ou entre em contato pelo devoltaaosprincipios@gmail.com