Ed.1 _ Boas práticas: America Latina | Header e Menus de compras



Para inspirar nossos leitores e entrar no clima do @ISAmerica 2013, começa hoje um editorial focado em trazer exemplos de boas práticas de Usabilidade e Experiência  realizados nos países da América Latina.
Veja o que os Arquitetos da Informação, Designers de Interação e Visual Designers latinos tem feito por aí para melhorar a Experiência do Usuário.
Seguem alguns sites populares, com comentários sobre Header.


O site Ripley,  ( http://www.ripley.cl/webapp/wcs/stores/servlet/StoreCatalogDisplay?storeId=10051&catalogId=10051 ) do Chile, eles indicaram filtros por comportamento, pensando nos momentos de presentear das pessoas, não só organizando por categorias de produtos. Eles também consideram “Deco” e Bebê, além das tradicionais listas de casamento.


Nessa versão da Dafiti Argentina ( http://www.dafiti.com.ar ), o topo apresenta de cara, as oportunidades de compra e formas de pagamento, além de trocas. Acredito que isso ajuda a credibilizar a compra, se torna mais importante para marcas que investem pouco em branded.



O header do Submarino é limpo e arejado, com foco na busca. Uma das principais funções de compras. A ideia de trazer “Oferta do dia” por 24h é divertido e atraente. Mas será que ficaria no Header, escondida junto à um dropdown? Não seria o caso de exibir logo, já que acaba rápido?


Já na Americanas, apesar de usarem a mesma estrutura, o menu aparece mais arejado, com lista de links. Esse modelo, melhorou bastante a experiência, comparado aos antigos menus de ‘escadinha’ que iam tomando o header todo, com um esforço gigante de para crescer todas as categorias no 1024 pixels.  Deixou a navegabilidade mais direta, e menos vulnerável à cliques indesejados.



Comparada a opção acima com esse site de compras coletivas ( http://ar.letsbonus.com/seleccion/buenos-aires-centro )  vejo uma outra evolução. Eles sintetizaram as categorias em 3 grandes temas ou filtros, ao invés da lista de links. A opção foi trazer os principais temas já contextualizados por uma imagem. Melhorou o call to action, sintetizou, deixando a experiência de navegação e interação ainda mais otimizada e atraente. Faltou a busca, mas mandou bem J




Agora, a síntese foi maior ainda, porque eles resolveram focar em comportamento. Ficou simples, objetivo e divertido. E ainda tem um nome que eu gostaria de ter inventado. No Pig it ( http://www.pigit.com.ar/ ), menos é mais: ao invés de considerar as infinidades de links, ou optar por selecionar 3 principais categorias, eles consideraram o comportamento geolocalizado: já que o assunto é compras de comida ou promoções em restaurante, nada melhor, certo? E o mais legal: no menu, uma oferta de motel. Isso sim é sintetizar categorias, pensando experiência e cenário de uso!

Por hoje é só, em breve tem mais ;P

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Usabilidade e Experiência




 Há 5 anos, bem mais do que hoje, a confusão sobre o que é Usabilidade e Experiência chegou a ser temas de discussões entre evangelistas e profissionais especializados.

Mas acredito que vale levantar esse tema aqui também para esclarecer melhor estes universos. Apesar de serem complementares, eles são bem distintos e não necessariamente, um profissional de Usabilidade é de Experiência do Usuário *UX ou vice-versa.

O universo da Usabilidade, é o universo de resposta do sistema, da Ergonomia, da adesão e aderência de um produto para as pessoas. E a relação de eficiência e eficácia de um sistema. 

Já uma questão de Experiência, está relacionada às sensações, ao comportamento, ao histórico emocional das pessoas em relação à determinado produto, seja ele interativo ou não.

E a interatividade aqui é o caminho usado para que haja troca e respostas às diversas formas de contato.

A Usabilidade, é relacionada às Heurísticas, por exemplo, às Heurísticas de Nielsen* (http://www.nngroup.com).

1.Visibilidade de status do sistema: “certifique o feedback está correto e sendo compreendido”.
2.Encontro entre o sistema e o mundo real
: “o mundo do sistema, pode ser seu, mas não exija que as pessoas entendam suas palavras loucas, como ‘categoria, hierarquia, usuário...”
3.Controles do usuário e liberdade: “facilite tomadas de decisões e mudança de opiniões”
4.Consistência e padrões: “ex: ícones e palavras também informam, e precisam falar a mesma língua”.
5.Prevenção de erros: “antes de prever o feedback, tente não ter que usá-lo, evitando erros”.
6.Reconhecer é melhor que exigir lembrança: “as pessoas não lembram de tudo o tempo todo”
7.Flexibilidade e eficiência de uso: “prefira padrões que agilizem a interação, com pouco gasto de tempo e banda”
8.Menos é mais: “design minimalista”
9.Reconhecimento, diagnóstico e recuperação erros: “não assuste o usuário, permita soluções costrutivas e recuperação de ações indesejadas”.
10.Ajuda e documentação: “ mais buscas inteligentes, menos textos”.
*Com a devida liberdade de tradução ;P

E experiência? 

Para esse caso, a melhor definição na minha opinião é a de Norman, que até comentou sobre isso no ISAmérica 2012 em São Paulo. Mais vale assistir ao vídeo do que mil palavras. Mesmo se você esteve lá, recomendo ver novamente.


Não é à toa que eles são o time mais bem respeitado do universo de Usabilidade e Experiência, não?