Arquitetura Urbana e Design de Interação: um casamento perfeito


Nos dias do Interaction South América 2013, acompanhei casos de experiências interativas em ambientes urbanos.

Em 2011, Caio Vassão, nos presenteou com sua palestra sobre Ecologias da Interação,  


Este ano, com Gustavo Requena, pudemos ver alguns exemplos de experiências emocionais em espaços urbanos.


A interação em espaços urbanos também foi tema de Artigos Acadêmicos, "Riscos: interações Sociais Urbanas" apresentado pela jovem e talentosa Isabela von Mühlen Brandalise,


onde um jogo interativo proporciona uma experiência de descoberta de novos espaços urbanos, a partir da gamificação de mapas. 


Ainda não podemos nos esquecer do Pedro Miguel Cruz, que mostrou diversos trabalhos referências no mundo todo,  traduzindo as informações de trânsito de Lisboa em uma metáfora interativa da cidade, por meio de data visualization  ele conseguiu colocar arte e despertar a atenção do mundo ao relacionar o trânsito, à um organismo vivo, e as vias de tráfego, como as "veias" do corpo humano, responsáveis por manter esse corpo em funcionamento. 

O fato é que as experiências multidisciplinares estão cada vez mais evidentes no perfil dos Designers de Interação.

Ontem, um expectador comentou "no futuro, os designers poderão não fazer produtos", inspirado pela palestra de Guto Requena, mas são responsáveis pela desenho estratégico e prototipável do conceito criativo, para a realização dos projetos.

Comparando esse pensamento ao processo de Lean UX, que agiliza o processo de desenvolvimento de um produto criativo, apresentado por Josh Seiden, me veio a seguinte questão:

Ao passo que a "softwarização" de produtos e serviços exige cada vez mais processos rápidos de prototipação e resposta dos usuários, o Design de Interação também caminha para o desenho de espaços interativos mais complexos, no sentido que exigem ferramentas simples de prototipagem, mas o ambiente de teste pode ser espaços tão complexos quanto os espaços urbanos.

As formas de pesquisa em URLs, também ganharam agilidade, e se tornaram complexos a medida que somos cada vez mais responsáveis pela compreensão do comportamento humano, o sistema mais complexo de todos.

Cabe a nós, Designers de Interação a análise crítica e seletiva de processos que se adequam melhor aos objetivos de cada projeto. A princípio, devo concordar com meu colega expectador: estamos cada vez mais desenhando novos conceitos de interação do que efetivamente, desenhando produtos.


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