Por que você precisa de UX?


Quem trabalha com Design Centrado no Usuário talvez, neste momento, esteja pensando “Ainda estão falando disso?”. Mas o assunto ainda não é tão claro para a grande maioria.


Recebo, constantemente, em minha caixa de mensagens pessoas pedindo referência sobre cursos e até mesmo a pedindo a minha opinião sobre algum curso específico do tema. Comecei a perceber que mesmo já tendo publicado algumas vezes sobre o motivo de se pensar a experiência da concepção de produtos, serviços e sistemas baseado em pessoas, este assunto ainda é bem relevante para muita gente.


Com tantas metodologias como o Design Thinking e Service Design ganhando espaço e atenção das empresas e dos profissionais, cheguei à conclusão de que Usabilidade e Experiência do Usuário já são os “tiozões” quando se fala em UX.


Quer saber qual a minha versão sobre essa história?


Há 20 anos, o IHC (interação humano-computador ou homem-computador) já trabalhava fortemente para estabelecer parâmetros e definições que auxiliaram o mundo das tecnologias a pensar sistemas voltados às pessoas.


Mas acontece que nem só de sistemas vivem os homens. (Ainda bem!) Veio então, a Internet dizendo que a interação poderia ser em tempo real e que a plataforma de conversa não precisava ser somente um desktop, poderia ser um telefone, um objeto, um ambiente ou até mesmo uma roupa. Basta ser interativo e ter relevância na vida real.


De lá pra cá, disciplinas como Usabilidade, Arquitetura da Informação passaram a representar melhor o cenário humano-computador, saindo do foco de uso do indivíduo, para representar os grupos. Nesse mesmo tempo, já se começava a pensar no  comportamento de indivíduos representado por grupos, unindo a visão cognitiva e a visão de sistemas. Donald Norman, a minha maior expressão acadêmica sobre o tema, representa bem esse momento em que o Interaction Design ganha maior representatividade e a psicologia cognitiva, maior relevância.


As abordagens passam a ser mais qualitativas que quantitativas. Com o design contextual e do uso em relação ao ambiente, os aspectos culturais e sociais também passaram a impactar na decisão de concepção.


Acontece que, falar de concepção de produtos ou sistemas para pessoas passou da esfera do interesse dos técnicos, de quem executava na prática, para os interesses de quem estava do outro lado da cadeira: a diretoria.


Entra aí, a popularidade do Design Thinking - um pensamento estratégico que veio abordar um processo de concepção já adotado por especialistas em Usabilidade, Arquitetos da Informação e Designers de Interação, apoiado em processos de gestão e recursos humanos para apoiar as decisões da diretoria, que precisava também considerar a experiência dos usuários/consumidores como parâmetro não só para seus produtos e sistemas, mas também para sua cultura organizacional e o reflexo dela em seus serviços. Fechando, assim, uma cadeia de propósito que considera o Usuário com centro das decisões.


É preciso reforçar que o Design aqui que menciono é o estratégico e prático Centrado no Usuário. É o que eu e minha empresa reconhecemos como UX.


E por que você precisa de UX? Porque as pessoas que estamos chamando de usuários, são cada vez menos consumidores e cada vez mais produtores.  Ao usar, ou na pretensão de usar, estamos transformando a experiência e muitas vezes, nos apoderando dela.


O reflexo do apoderamento pelos usuários, com a internet e as mídias sociais fez com que a experiência de uso de qualquer coisa, de uma via pública a um sistema fechado, fossem impactados diretamente nas decisões e no lucro das empresas.


O “gostar” ou “não gostar “ de algo tomou proporções esféricas. A opinião que ficava antes fechada na sala de testes ou pesquisas, passa a influenciar imediatamente a vida das pessoas e, como consequência, a expectativa de vida/aceitação de um produto ou serviço já nos seus poucos meses de uso.


Respeitar então a opinião dos usuários como embasamento de concepção de produtos/sistemas, ou para a tomada de decisões passa a ganhar a atenção de todos.


Portanto, não importa de que lado da mesa você esteja: decidindo, criando ou usando, você precisa de UX.



O IntroDUX acontece no sábado, dia 14 maio. O projeto tem o objetivo de trazer, todo mês na DUX, os cursos, treinamentos e debates sobre UX para todos.


Queremos democratizar a disciplina, correlacionar diversas áreas de conhecimento e fazer isso mais vezes, de uma forma que todos possam participar. Sua opinião é super importante pra gente.


#UXparatodos
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Vagas limitadas.

Feliz dia do empreendedorismo, da generosidade, do amor e do trabalho colaborativo

Hoje é o Dia da mulher. E, no meu ponto de vista, não dá para fugir do tema empreendedorismo. Parece que as mulheres já nascem com uma dose extra de responsabilidade. Não sei se essa carga vem da educação que recebemos ou se está no gene. 

Já parou para observar as brincadeiras de criança? 
As meninas carregam pra lá e pra cá suas bonecas com todo o cuidado, como se fossem filhas. Enquanto isso, os meninos brincam de carrinho, jogam bola, correm e se divertem uns com os outros. 

Parece que somos educadas para ter a responsabilidade do lar. O lado bom disso, é que se tornar uma pessoa empreendedora fica mais fácil. Isso quer dizer, ter o controle emocional para segurar a onda quando o dinheiro falta, a facilidade de lidar com frustrações quando as coisas não saem como planejamos e ainda manter o otimismo. 
Afinal, essa facilidade de absorver o conhecimento e aceitar o novo parece que faz parte da nossa existência. 

Entrar para o time das 10.000 mulheres empreendedoras, em 2013, eleita pela FGV e Goldman Sachs, fez com que eu valorizasse ainda mais o potencial das mulheres no 
trabalho, reconhecendo as características singulares dessas "meninas", como carinhosamente chamamos umas às outras. 

O título foi uma grande motivação para que eu acreditasse mais ainda no negócio que quero construir com a DUX Coworkers e, especialmente, no poder de realização 
das mulheres e na capacidade de cuidar do outro e fazer crescer economicamente também as pessoas que estão a sua volta. 

Isso, não são só palavras, faz parte das pesquisas que acompanhei ao longo do contato com o programa FGV e Goldman com mulheres empreendedoras. E que reforçou a 
forma de trabalho que construí para a DUX e o nosso manifesto

Parte dessa energia e mérito, se deve a outras mulheres que dividem a rotina da empresa comigo como a Anna, Camila, Alessandra, Bianca, Graziella, Flávia, Andrea, Kátia, Poliana, Mariana entre outras que já se colocaram a disposição de trabalhar com a gente. Não pode ser mera coincidência que a maior parte dos cadastros para se tornarem coworkers DUX, sejam de mulheres :) Aqui, elas são mesmo muito bem-vindas!

Mas existe um aspecto deste Dia da Mulher que eu prefiro não celebrar. É o tema 'minoria'. 
Essa bandeira tem dois lados e é delicado falar disso, sem analisar a outra face. Sei que a maioria das empresas ainda são lideradas por homens, mas ainda sou dessas que acredita no mérito e também sei que mudar a história do mundo não é só com as vagas extra, mas é com postura e atitudes. É o dia a dia que faz a gente construir as oportunidades e mudar a história. 

O que eu penso é que, muitas vezes, ao carregar uma 'história' de exclusão social para o discurso, aos olhos dos líderes, pode deixar a mulher ainda mais frágil, ou, em situação desfavorável. As minorias são todos aqueles que historicamente foram boicotados de conquistar a sua liberdade e o seu espaço. Aqui, devo incluir além das mulheres, negros, pessoas com necessidades especiais, ou todos que sofrem com algum tipo de discriminação.

A questão é as iniciativas de inclusão destes grupos como exemplo das vagas exclusivas, refletem uma forma mais rápida de recompensar a exclusão social que vivemos ao longo dos anos, mas não exclui a nossa responsabilidade diária e nosso compromisso social de reverter essa triste condição histórica ou demográfica no dia a dia das nossas relações. Temos o papel de mudar essa história e escrevê-la de forma diferente. E quem está na liderança pode assumir uma postura de exemplo e começar uma mudança cultural.

Na prática, significa ensinar nossos filhos e pessoas que a gente trabalha e convive a não discriminar, a ter uma atitude mais colaborativa e fazer com que as pessoas a sua volta se sintam percebidas e integradas. Isso vale também para todos que prestam serviço para você. 

Falta mais gratidão, mais olho no olho, mais atenção, mais carinho e mais respeito. Tudo isso, parece hoje atitudes raras. Mas é a falta delas que faz o outro se sentir excluído. E, assim, nunca teremos vagas extras para comportar todos nós. 

Como mulher e como pessoa, a reflexão que desejo propagar agora e sempre é: "O que posso fazer para o mundo que vivo hoje?". Eu, pretendo fazer minha parte para que no 
futuro a humanidade não precise ter que falar sobre as minorias, porque todos, com suas singularidades, estarão integrados na mesma sociedade e história.

Feliz dia da generosidade, dia do amor, dia da compaixão, dia do trabalho colaborativo, dia do olhar carinhoso, dia de acreditar no futuro. Esse é o maior mérito de se 
celebrar o Dia das Mulheres. 

Para todos, com carinho.


Melina Alves

Você está preparado para usar seu carro como uma plataforma de interação?

                                 

A DUX Coworkers desenvolveu uma investigação a respeito do comportamento das pessoas sobre o uso do carro como uma plataforma interativaA oportunidade de conhecer mais esse device e como ele pode se reinventar na vida das pessoas, fez disparar um alarme em nossas mentes para as oportunidades e cuidados importantes para o contexto de uso do carro conectado.

Validamos a adesão das pessoas às diversas tecnologias e a empatia a partir dos conceitos de experiências de uso e interações propostas por uma empresa do mercado financeiro.


Para realizar os testes de conceito e criar um design de serviço eficiente para o protótipo da empresa, trouxemos a ideia dos cinemas para nosso laboratório de testes. Criamos uma experiência de imersão prototipada, aproximando do usuário o contexto de uso a partir de motion e sound design.


Encontramos soluções para que a empresa pudesse entender a relação das pessoas tendo o carro como plataforma de interação para usá-lo para interceptar diversas atividades com o carro conectado a serviços e tecnologias como "tags" do tipo usados em pedágios nas estradas, ou através do painel do carro para facilitar as compras em diversos modelos de estabelecimentos.


As soluções inovadoras de UX para desenvolver o trabalho proporcionou ao cliente tomar decisões estratégicas como hierarquizar seu investimento em tecnologia, ou mesmo, descobrir quais os parceiros ideais para realizar as propostas.


Ficamos felizes em constatar que os serviços e produtos estrategicamente desenhados pela DUX e seus coworkers, já estão na rua e, em breve, mais novidades farão parte da  vida de milhares de pessoas.


Se depender de nós, vamos acelerar para que as boas ideias logo se tornem realidade!

O ano já começou e mesmo na correria pra chegar ao topo, é importante fazer uma pausa na subida e observar a vista alcançada.

Para o Universo de UX, 2015 foi significativo. Percebi, pela primeira vez, uma grande abertura das empresas em reconhecer a importância de UX em seus processos de inovação, nas investigações e pesquisas; no planejamento, além da concepção de produtos e serviços com a entrega de prototipação e design. Neste contexto, a DUX se destaca por oferecer um trabalho verdadeiramente colaborativo. Nossa persistência e foco para sinalizar as faltas ou falhas antes de realizar de fato as implementações necessárias ajudaram pequenas e grandes marcas a se destacarem.


Nesse caminho por aprendizados agora dividimos com vocês os resultados como o sucesso das start-ups Clame e Stayfilm, e ainda, os projetos realizados em 2015 para grandes marcas como Natura, Sadia e Visa que compartilho com vocês.   


Investigação de Comportamento de Beleza e Cosméticos / Natura


Investigamos alguns grupos de comportamento de beleza e cosméticos conduzimos a um Teste de Conceito. O que nos surpreendeu foi fato de que as pessoas tem expectativas bem específicas da experiência de navegação de um site institucional, o universo de compras e de conteúdo pode fazer parte disso dependendo do seu tipo de produto ou da trajetória da marca em relação a abordagem com o consumidor. Aprender com os usuários a jornada ideal para um site de compras e institucional dentro do tema Beleza e Cosméticos foi a grande conquista deste serviço realizado para a DPZ&T.

Consultoria para evolução do produto, marca e concepção de layout com guia de estilo comprovam o potencial do negócio / Start up Clapme


Neste ano, A DUX realizou uma importante participação no desenvolvimento dos negócios de Start Ups no Brasil. Um dos trabalhos que dedicamos uma salva de palmas foi Projeto “Clap-me” que desde nossa primeira entrega em 2014, hoje tem orgulho em dizer que conseguiu receber os merecidos holofotes dos investidores. Ajudamos a conceber a marca e a evoluir o produto Clap-me: um palco virtual onde artistas se apresentam ao vivo para milhares de pessoas. Basta cadastrar sua banda, agendar seu show, interagir com seus fãs e receber muitos CLAPS.


Concepção, Prototipação e Desenvolvimento assertivo de Produto / Stayfilm


Em 2010 tivemos nosso envolvimento e hoje acompanhamos a evolução da Stayfilm que celebra mais de mil usuários/dia, com 40 mil filmes produzidos, expansão para Europa e EUA com investidores vindos de diversos países. A DUX teve a oportunidade de trabalhar de perto na consultoria de concepção do produto, seguido de wireframe e prototipação para que a energia investida no inicio deste projeto pudesse hoje celebrar esta conquista. Na onda do Do it Yourself, a plataforma oferece ferramentas de edição customizadas para você criar um filme com suas fotos e vídeos, incluindo trilha sonora, de maneira simples e fácil.


Arquitetura de Informação + Design Responsivo / Sadia


Para fortalecer o posicionamento de marca criado pela agencia LiveAD, desenvolvemos um site de produto com uma experiência de design responsivo. O projeto ainda tem muito a evoluir, mas além do trabalho com wireframe e arquitetura da informação, a DUX já ficou bem satisfeita com a lógica de indexação criada capaz de prever as diversas etapas de evolução que podem acontecer no futuro. Ou seja, a plataforma da Sadia está pronta para um crescimento saudável.


CRM + Estratégia de Interação com clientes / Vai de Visa


A Visa criou um canal de CRM. A DUX entendeu as ideias e informações captadas através do CRM e criou, em parceria com a Hyperativa, uma estratégia de interação refletida na sua plataforma, que será evoluída longo dos anos, com mais e mais informações e interações para evoluir o relacionamento com seus clientes, promovendo uma experiência cada vez mais ativa e excitante, repleta de benefícios, ofertas e promoções.


Além destes, tivemos em nossa empresa 10 ou mais projetos em 2015, nos setores de Pet, Financeiro, Jurídico, Cartões e Indústria. Cada um deles, nos trouxe um rico aprendizado. E por mais diferentes que possam ser os resultados e soluções aplicadas, o sucesso de um projeto depende sempre de uma boa parceria entre as equipes dos clientes e da DUX. É por isso que temos tanto a comemorar nesse ano de 2015. E para 2016, estamos ansiosos com os novos desafios a enfrentar e as novas conquistas. 


Que 2016 seja de muitas realizações.


Com carinho,

Melina Alves,  Fundadora e Diretora | Especialista em Design de Experiência e Interação