Feliz dia do empreendedorismo, da generosidade, do amor e do trabalho colaborativo

Hoje é o Dia da mulher. E, no meu ponto de vista, não dá para fugir do tema empreendedorismo. Parece que as mulheres já nascem com uma dose extra de responsabilidade. Não sei se essa carga vem da educação que recebemos ou se está no gene. 

Já parou para observar as brincadeiras de criança? 
As meninas carregam pra lá e pra cá suas bonecas com todo o cuidado, como se fossem filhas. Enquanto isso, os meninos brincam de carrinho, jogam bola, correm e se divertem uns com os outros. 

Parece que somos educadas para ter a responsabilidade do lar. O lado bom disso, é que se tornar uma pessoa empreendedora fica mais fácil. Isso quer dizer, ter o controle emocional para segurar a onda quando o dinheiro falta, a facilidade de lidar com frustrações quando as coisas não saem como planejamos e ainda manter o otimismo. 
Afinal, essa facilidade de absorver o conhecimento e aceitar o novo parece que faz parte da nossa existência. 

Entrar para o time das 10.000 mulheres empreendedoras, em 2013, eleita pela FGV e Goldman Sachs, fez com que eu valorizasse ainda mais o potencial das mulheres no 
trabalho, reconhecendo as características singulares dessas "meninas", como carinhosamente chamamos umas às outras. 

O título foi uma grande motivação para que eu acreditasse mais ainda no negócio que quero construir com a DUX Coworkers e, especialmente, no poder de realização 
das mulheres e na capacidade de cuidar do outro e fazer crescer economicamente também as pessoas que estão a sua volta. 

Isso, não são só palavras, faz parte das pesquisas que acompanhei ao longo do contato com o programa FGV e Goldman com mulheres empreendedoras. E que reforçou a 
forma de trabalho que construí para a DUX e o nosso manifesto

Parte dessa energia e mérito, se deve a outras mulheres que dividem a rotina da empresa comigo como a Anna, Camila, Alessandra, Bianca, Graziella, Flávia, Andrea, Kátia, Poliana, Mariana entre outras que já se colocaram a disposição de trabalhar com a gente. Não pode ser mera coincidência que a maior parte dos cadastros para se tornarem coworkers DUX, sejam de mulheres :) Aqui, elas são mesmo muito bem-vindas!

Mas existe um aspecto deste Dia da Mulher que eu prefiro não celebrar. É o tema 'minoria'. 
Essa bandeira tem dois lados e é delicado falar disso, sem analisar a outra face. Sei que a maioria das empresas ainda são lideradas por homens, mas ainda sou dessas que acredita no mérito e também sei que mudar a história do mundo não é só com as vagas extra, mas é com postura e atitudes. É o dia a dia que faz a gente construir as oportunidades e mudar a história. 

O que eu penso é que, muitas vezes, ao carregar uma 'história' de exclusão social para o discurso, aos olhos dos líderes, pode deixar a mulher ainda mais frágil, ou, em situação desfavorável. As minorias são todos aqueles que historicamente foram boicotados de conquistar a sua liberdade e o seu espaço. Aqui, devo incluir além das mulheres, negros, pessoas com necessidades especiais, ou todos que sofrem com algum tipo de discriminação.

A questão é as iniciativas de inclusão destes grupos como exemplo das vagas exclusivas, refletem uma forma mais rápida de recompensar a exclusão social que vivemos ao longo dos anos, mas não exclui a nossa responsabilidade diária e nosso compromisso social de reverter essa triste condição histórica ou demográfica no dia a dia das nossas relações. Temos o papel de mudar essa história e escrevê-la de forma diferente. E quem está na liderança pode assumir uma postura de exemplo e começar uma mudança cultural.

Na prática, significa ensinar nossos filhos e pessoas que a gente trabalha e convive a não discriminar, a ter uma atitude mais colaborativa e fazer com que as pessoas a sua volta se sintam percebidas e integradas. Isso vale também para todos que prestam serviço para você. 

Falta mais gratidão, mais olho no olho, mais atenção, mais carinho e mais respeito. Tudo isso, parece hoje atitudes raras. Mas é a falta delas que faz o outro se sentir excluído. E, assim, nunca teremos vagas extras para comportar todos nós. 

Como mulher e como pessoa, a reflexão que desejo propagar agora e sempre é: "O que posso fazer para o mundo que vivo hoje?". Eu, pretendo fazer minha parte para que no 
futuro a humanidade não precise ter que falar sobre as minorias, porque todos, com suas singularidades, estarão integrados na mesma sociedade e história.

Feliz dia da generosidade, dia do amor, dia da compaixão, dia do trabalho colaborativo, dia do olhar carinhoso, dia de acreditar no futuro. Esse é o maior mérito de se 
celebrar o Dia das Mulheres. 

Para todos, com carinho.


Melina Alves

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